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domingo, 11 de novembro de 2012

TRABALHO DO 4º BIMESTRE

As últimas palavras do dicionário foram colocadas no mural da sala!!
Data de entrega 31/11

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Correção

Queridos, errei ao publicar  a palavra METABOLISMO, essa já foi definida no 1º bimestre.
Então, substitua por ALOGOTROFIA.
Desculpem-me e obrigada Alexandre da 8ª por me mostrar o erro!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TRABALHO 3º BIMESTRE

O trabalho desse bimestre deve ser entregue no dia 1º de outubro, segunda- feira, passarei nas salas recolhendo, ok?

As palavras a serem acrescentadas no Dicionário Ilustrado de Educação Física são:
  1. flatulência
  2. anorexia nervosa
  3. fadiga crônica
  4. gota
  5. suplementos vitamínicos
  6. anemia
  7. intoxicação alimentar
  8. osteoporose
  9. prisão de ventre/constipação intestinal
  10. urticária
  11. vegetarianismo
  12. alimentação macrobiótica
  13. enzimas 
  14. metabolismo
  15. radicais livres
  16. sistema gastrointestinal
  17. sucos digestivos
  18. triglicerídeos
  19. fósforo
  20. potássio
  21. cobre
  22. iodo
  23. manganês
  24. molibdênio
  25. flúor
  26. água extracelular
  27. água intracelular
  28. desidratação
  29. anabolismo
  30. catabolismo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

continuação do dicionário, palavras para o 2º bimestre

Mais palavrinhas, lembrando que elas devem ser colocadas junto com as do 1º bimestre e que as ilustrações devem ser recortadas de revistas ou impressas, não desenhadas, ok? Enriqueça seus conceitos com funções e exemplos de alimentos.
  1. INAPETÊNCIA
  2. MINERAIS
  3. MACRONUTRIENTES
  4. FIBRAS SOLÚVEIS
  5. FIBRAS INSOLÚVEIS
  6. SÓDIO
  7. MONOSSACARÍDEOS(CARBOIDRATOS)
  8. DISSACARÍDEOS(CARBOIDRATOS)
  9. POLISSACARÍDEOS(CARBOIDRATOS)
  10. SATURADAS (GORDURAS)
  11.  MONOSATURADAS(GORDURAS)
  12. POLISSATURADAS(GORDURAS)
  13. GORDURAS TRANS
  14. VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
  15. VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
  16. HORTALIÇAS( VERDURAS E LEGUMES)
  17. FRUTAS
  18. LEGUMINOSAS
  19. CEREAIS
  20. CARNE
  21. LEITE
  22. ALIMENTOS FUNCIONAIS
  23.  ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
  24. ALIMENTOS PERECÍVEIS
  25. ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS
  26. ALIMENTOS DIET
  27. ALIMENTOS LIGHT
  28. CONDIMENTO
  29. INDIGESTÃO
  30. NUTRIENTES

Pessoal, abaixo vai a correção do dicionário do 1º bimestre , estudem os conceitos porque as questões da prova são sobre eles!!!

ÁGUA








Líquido composto de hidrogênio e oxigênio, sem cor, cheiro ou sabor, transparente em seu estado de pureza; quimicamente, é formado de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio;
 É absorvido no trato gastrointestinal e armazenado em maior concentração no fígado e nos rins.
ABSORÇÃO
Penetração de uma substância através das mucosas ou da pele ou da membrana celular para o meio interno ou para o protoplasma
AMINOÁCIDOS
são ácidos orgânicos que encerram em sua molécula um ou mais grupamentos Amina(NH2); existem vinte aminoácidos diferentes na natureza, que fazem parte das proteínas e peptídeos.
Os vegetais têm a capacidade de fabricar os vinte aminoácidos necessários para a produção de suas proteínas, já as células animais não sintetizam todos eles, sendo que alguns devem ser ingeridos com o alimento.
   Assim, os aminoácidos podem ser classificados em dois tipos:
  -Essenciais - são aqueles que não podem ser sintetizados pelos animais.
  -Não essenciais - são aqueles que podem ser sintetizados pelos animais.
são unidades estruturais das proteínas. Eles se unem em longas cadeias, em várias estruturas geométricas e combinações químicas para formar as proteínas específicas.


ANTIOXIDANTE
são substâncias fitoquímicas que conferem cor aos alimentos e protegem contra doenças. Por isso, que a alimentação deve ser bem colorida, rica em antioxidantes.
CÁLCIO
É um dos elementos mais abundantes do organismo. Está presente em 1,5 a 2% do peso corporal e em 39% dos minerais corporais. Entretanto, 99% desse mineral encontra-se nos ossos e dentes, Apenas 1% está no sangue.
Funções: Formação de ossos e dentes, coagulação sangüínea, ativação de enzimas, condução de impulsos nervosos e contração muscular.
Carência: Retardo do crescimento, dentes e ossos frágeis, raquitismo e osteoporose.
Excesso: Calcificação dos ossos e tecidos moles, comprometimento renal e prejudica a absorção do ferro.
Fontes alimentares: Leite, iogurte, queijos, peixes, gema do ovo, hortaliças verdes, gergelim e feijão.
Necessidades diárias: 1000 a 1200mg para homens e mulheres.
CALORIAS
É a medida de energia liberada a partir da queima do alimento. Cada nutriente fornece diferentes quantidades de calorias (quilocalorias).
CARBOIDRATOS
(glicídios ou hidratos de carbono) são considerados as principais fontes alimentares para a produção de energia, além de exercer inúmeras funções metabólicas e estruturais no organismo. As principais fontes de carboidratos são grãos, os vegetais, o melado e açúcares. Fornecem combustível para o cérebro, medula, nervos periféricos e células vermelhas para o sangue. A ingestão insuficiente desse macronutriente traz prejuízos ao sistema nervoso central e outros. Estão presentes, na maioria das vezes, nos alimentos de origem vegetal.
COMPLEXO B
Tiamina (B1):
Hidrossolúvel e levemente estável. Absorvida por transporte ativo no duodeno.
Funções: Está envolvido na liberação de energia dos carboidratos, gorduras e álcool.
Carência: Beribéri (dor e paralisia das extremidades, alterações cardiovasculares e edema), anorexia, indigestão, constipação, atonia gástrica, secreção insuficiente de ácido clorídrico, fadiga, apatia geral, enfraquecimento do músculo cardíaco, edema, insuficiência cardíaca e dor crônica no sistema músculo-esquelético (fibromialgia).
Excesso: Pode interferir na absorção de outras vitaminas do complexo B.
Fontes alimentares: Gérmen de trigo, ervilha, levedura, cereais matinais fortificados, amendoim, fígado, batata, carne de porco e gado, fígado, grãos e leguminosas.
Necessidades diárias: 1,2mg para homens e 1,1mg para mulheres.

Riboflavina (B2):
É um pigmento fluorescente amarelo esverdeado que forma cristais de agulhas amarelo amarronzadas. É solúvel em água relativamente instável ao calor, mas facilmente destruída pela luz e irradiação.
Funções: Disponibiliza a energia dos alimentos, crescimento em crianças, restauração e manutenção dos tecidos.
Carência: Queilose (rachaduras nos cantos da boca), glossite (edema e vermelhidão da língua), visão turva, fotofobia, descamação da pele e dermatite seborréica.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Iogurte, leite, queijo, fígado, rim, coração, gérmen de trigo, cereais matinais vitaminados, grãos, peixes oleosos, levedura, ovos, siri, amêndoa, semente de abóbora e vegetais.
Necessidades diárias: 1,3mg para homens e 1,1mg para mulheres.

Niacina (B3):
A niacina (ácido nicotínico) é convertida para nicotinamida, que é solúvel em água, estável em ácido e ao calor.
Funções: Necessário para a produção de energia nas células. Está envolvida nas ações das enzimas, incluindo o metabolismo dos ácidos graxos, respiração dos tecidos e para expelir toxinas.
Carência: Fraqueza, pelagra, anorexia, indigestão, erupções na pele, confusão mental, apatia, desorientação e neurite.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Carnes magras, fígado, peixes oleosos, amendoim, cereais matinais vitaminados, leite, queijo cogumelo, ervilha, vegetais folhosos verdes, ovos, alcachofra, batata e aspargos.
Necessidades diárias: 16mg para homens e 14 mg para mulheres.
Ácido pantotênico (B5):
É encontrado amplamente na natureza e nas diversas funções do organismo. As bactérias intestinais sintetizam quantidades consideráveis.
Funções: Transformação de energia de gorduras, proteínas e carboidratos para a produção de substâncias essenciais no corpo, incluindo hormônios e ácidos graxos.
Carência: Doenças neurológicas, cefaléia, cãibras e náuseas.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Fígado, rim, gema do ovo, leite, gérmen de trigo, amendoim, nozes, cereais integrais e abacate.
Necessidades diárias: 4 a 5mg para homens e mulheres
Piridoxina (B6):
A piridoxina é formada por três compostos químicos (piridoxamina, piridoxal, piridoxol). É encontrada em fontes naturais. Suas três formas são rapidamente absorvidas pelo intestino.
Funções: Desempenha papel no sistema nervoso central. Participa do metabolismo dos lipídeos, na estrutura da fosforilase, no transporte de aminoácidos através da membrana celular.
Carência: Anomalias do sistema nervoso central, desordens da pele, anemia, irritabilidade e convulsões.
Excesso: Ataxia e neuropatia sensorial.
Fontes alimentares: Gérmen de trigo, batata, banana, vegetais crucíferos, castanhas, nozes, peixe, abacate e semente de gergelim.
Necessidades diárias: 1,3mg para homens e 1,2 a 1,5mg para mulheres.

Biotina (B8):
A maior parte da biotina nos alimentos está presente como biocitina. É hidrolisada pela biotidinase do suco pancreático e secreções da mucosa intestinal para gerar biotina livre.
Funções: Produção de energia dos alimentos, para a síntese de gorduras e para excreção dos resíduos de proteínas.
Deficiência: Alterações cutâneas.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Gema de ovo, fígado, rim, coração, tomate, levedura, aveia, feijão, soja, nozes, alcachofra, ervilha e cogumelo.
Necessidades diárias: 15 a 70mcg para homens e mulheres.
Folato (B9):
É conhecido com ácido fólico e é encontrado nos alimentos na forma química de ácido pteroilglutâmico. É absorvido no intestino delgado. A flora bacteriana intestinal sintetiza folato.
Funções: Age com co-enzima no metabolismo dos carboidratos. Mantém a função do sistema imunológico. Em conjunto com a vitamina B12, está presente na síntese de DNA e RNA e participa na formação e maturação de células do sangue.
Deficiência: Anemia megaloblástica, lesões de mucosas, má formação do tubo neural, problemas de crescimento, transtornos gastrointestinais e alterações na morfologia nuclear celular.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Vegetais folhosos verdes, fígado, beterraba, gérmen de trigo, careais matinais vitaminados, nozes, amendoim, grãos e leguminosas.
Necessidades diárias: 400mcg para homens e mulheres.
Cobalamina (B12):
Conhecida como vitamina B12. É um composto vermelho, cristalino, de alto peso molecular com um único átomo de cobalto no seu núcleo.
Funções: Age como co-enzima ligada ao metabolismo dos aminoácidos e à formação da porção heme da hemoglobina. Fundamental para a fabricação de DNA e RNA. Formação de células vermelhas do sangue.
Carência: Anemia perniciosa, anemia megaloblástica e distúrbios gastrointestinais.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Produtos de origem animal, fígado, rim, carne magra, leite, ovos, queijo e leveduras.
Necessidades diárias: 2,4mcg para homens e mulheres.


CROMO
Este oligoelemento está presente em concentração em nível sérico entre 0,1 a 0,2ng/l.
Funções: Atua no metabolismo da glicose e das gorduras. Possui atividade farmacológica notável a nível da tolerância da glicose nos tecidos humanos.
Carência: Intolerância à glicose, encefalopatia, neuropatia periférica e estado de hiperlipidemia.
Excesso: Dermatite idiopática e predisposição ao câncer.
Fontes alimentares: Frutos do mar, carne, cereais integrais, nozes e grãos.
Necessidades diárias: 50 a 200mcg para homens e mulheres.
DIETA HIPERCALÓRICA
Dieta rica em energia, que tem o objetivo de prevenir e tratar principalmente a desnutrição.
DIETA HIPOCALÓRICA
Visa a redução de calorias, é indicada nos casos de obesidade.
DIGESTÃO
Elaboração dos alimentos no estômago e nos intestino
é o conjunto das transformações químicas e físicas que os alimentos orgânicos sofrem ao longo de um sistema digestivo, para se converterem em compostos menores hidrossolúveis e absorvíveis.
FERRO
É reconhecido com um nutriente essencial para a vida a mais de um século. Homens adultos saudáveis possuem cerca de 3,6g de ferro corporal, enquanto as mulheres têm cerca de 2,4g.
Funções: Formação da hemoglobina, oxidação celular e participa de reações enzimáticas.
Carência: Anemia hipocrômica e macrocística, glóbulos vermelhos diminuídos, palidez, fraqueza, fadiga, falta de ar e cefaléia.
Excesso: Convulsões, náuseas, vômito, hipotensão e paladar metálico.
Fontes alimentares: Gema de ovo, fígado, carnes e vísceras de cor vermelha, leguminosas, vegetais verdes e folhosos.
Necessidades diárias: 10mg para homens e 15mg para mulheres.
INGESTÃO
Ato de ingerir, de introduzir no estômago.
é o consumo de uma substância por um organismo. Nos animais, é normalmente realizada introduzindo a substância no tubo digestivo através da boca, como por exemplo comendo ou bebendo
LIPÍDIOS
são substâncias orgânicas de origem animal ou vegetal, formadas predominantemente de produtos de condensação entre glicerol e ácidos graxos, chamados triacilgliceróis. Além de fonte de energia, são veículos importantes de nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e ácidos graxos essenciais.
MAGNÉSIO
é o segundo mineral mais abundante encontrado nos fluidos intracelulares. Encontrado nos ossos, músculos, tecidos moles e líquidos extracelulares.
Funções: Necessário para a atividade normal das enzimas e para o uso de energia. Crescimento de ossos. Fundamental para a função normal do cálcio.
Carência: Irritabilidade, função nervosa anormal, perda de apetite, náuseas, vômitos, sonolência e espasmos musculares.
Excesso: Problemas respiratórios, pressão baixa, ritmo cardíaco alterado e inibição da calcificação da calcificação óssea.
Fontes alimentares: Gérmen de trigo, nozes, damasco, tofu, água de coco, camarão, cereais integrais, soja, acelga, quiabo.
Necessidades diárias: 320 a 400mg para homens e 320mg para mulheres.


METABOLISMO
é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. O termo "metabolismo celular" é usado em referência ao conjunto de todas as reacções químicas que ocorrem nas células. Estas reacções são responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula e constituem a base da vida, permitindo o crescimento e reprodução das células, mantendo as suas estruturas e adequando respostas aos seus ambientes.
MICRONUTRIENTES
São nutrientes necessários para a manutenção do organismo, embora sejam requeridos em pequenas quantidades, de miligramas a microgramas. Fazem parte deste grupo as vitaminas e os minerais. São nutrientes essenciais e devem estar presentes na alimentação diariamente. O déficit pode provocar doenças ou disfunções e o excesso, intoxicações. Por isso, a dieta deve ser sempre equilibrada e variada.
NUTRIÇÃO
é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais; estudo das relações entre os alimentos ingeridos e doença ou o bem-estar do homem ou dos animais.
PROTEÍNAS
Macromolécula constituída pela associação de ácidos aminados unidos por ligamentos pépticos. As proteínas apresentam funções e estruturas diversificadas e são sintetizadas a partir de apenas 20 aminoácidos diferentes. São formadas por conjuntos de 100 ou mais aminoácidos, que podem repetir entre si. Formam os hormônios, anticorpos, as enzimas (catalisam reações químicas) e os componentes estruturais das células. Encontram-se no tecido muscular, nos ossos, no sangue e outros fluidos orgânicos.
SAIS MINERAIS
São os sais necessários ao organismo e são encontrados nos alimentos e na água potável. Os mais importantes são os sais de cálcio, sódio, magnésio, ferro, iodo, fósforo e potássio.
SAÚDE
é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
SELÊNIO
É absorvido no trato gastrointestinal e armazenado em maior concentração no fígado e nos rins.
Funções: Parte vital do sistema antioxidante do corpo. Pode ajudar a prevenir o câncer.
Carência: Mialgia, degeneração pancreática, sensibilidade muscular e maior suscetibilidade ao câncer.
Excesso: Fadiga muscular, unhas fracas, congestão vascular, dermatite, alteração do esmalte dos dentes e vômito.
Fontes alimentares: Cereais integrais, castanha do Pará, frutos do mar, semente de girassol, carne e algas.
Necessidades diárias: 70mcg para homens e 55mcg para mulheres.
VITAMINA A
Pode ser encontrada na forma de retinol (pré-formada), que é a sua forma natural. Sendo encontrada apenas em alimentos de origem animal e usualmente associada ás gorduras. Ou na forma de beta-caroteno (pró-vitamina A). É o precursor da vitamina A, encontrado nos alimentos de origem vegetal.
Funções: Crescimento e desenvolvimento dos tecidos, capacidade antioxidante, funções reprodutivas, integridade dos epitélios e importante para a visão.
Carência: Queratinização das membranas de mucosas que revestem o trato respiratório, tubo digestivo e trato urinário. Queratinização da pele e do epitélio do olho. Alterações na pele, insônia, acne, pele seca com descamações, diminuição do paladar e apetite, cegueira noturna, úlceras na córnea, perda de apetite, inibição do crescimento, fadiga, anormalidades ósseas, perda de peso nos últimos 3 meses e aumenta a incidência de infecções.
Excesso: Dores nas articulações, afinamento de ossos longos, perda de cabelo e icterícia.
Fontes alimentares: Disponível em retinol no fígado, rim, nata, manteiga, leite integral, gema de ovo, queijo e peixes oleosos. Fontes de carotenos presentes na cenoura,, abobrinha, moranga, batata doce, manga, melão, mamão, pimentão vermelho, brócolis, vegetais verdes folhosos, agrião, espinafre e etc.
Necessidades diárias: 900µg RAE para homens e 700µg RAE para mulheres.


VITAMINA C
Ácido instável e facilmente oxidado. Pode ser destruída pelo oxigênio, álcalis e altas temperaturas.
Funções: Antioxidante, cicatrizante, crescimento e manutenção dos tecidos corporais, incluindo matriz óssea, cartilagem, colágeno e o tecido conjuntivo.
Carência: Pontos hemorrágicos na pele e ossos, capilares fracos, articulações frágeis, dificuldade de cicatrização de feridas e sangramento de gengivas.
Excesso:
Fontes alimentares: Frutas cítricas, tomate, batata inglesa, batata doce, repolho, brócolis e ouro vegetais e frutas amarelas e verdes.
Necessidades diárias: 90mg para homens e 75mg para mulheres
VITAMINA D
É um pré-hormônio do tipo de esterol e sua base precursora na pele humana é o lipídeo 7-deidrocolesterol. É fabricada principalmente quando há exposição do corpo ao sol.
Funções: Fundamental para a absorção de cálcio e fósforo. Ajuda no crescimento, resistência dos ossos, dos dentes, dos músculos e dos nervos.
Carência: Formação anormal dos ossos. Raquitismo  e osteomalácia.
Excesso: Hipercalemia, dor óssea, enfraquecimento e falhas no desenvolvimento e depósito de cálcio no tecido renal.
Fontes alimentares: Leite e derivados, margarinas enriquecidas, peixes gordos, ovos, levedo de cerveja e etc.
Necessidades diárias:  5 a 10mcg para homens e mulheres.


VITAMINA E
É conhecida com tocoferol. É um óleo amarelo, estável em ácidos e no calor, insolúvel em água. Oxida muito lentamente, o que lhe dá um papel importante antioxidante.
Funções: Antioxidante.
Carência: Anemia hemolítica, distúrbios neurológicos, neuropatia periférica e miopatia esquelética.
Excesso: Não existe toxicidade conhecida.
Fontes alimentares: Óleos vegetais (milho, oliva e algodão), nozes, amêndoa, avelã, gérmen de trigo, abacate, aveia, batata doce, vegetais verdes e frutas.
Necessidades diárias: 15mg para homens e mulheres.
VITAMINA K
Filoquinona é o seu nome químico básico e é encontrado nas plantas. A menaquinona é sintetizada pela flora bacteriana do intestino e contribui com a metade do nosso suprimento diário.

Funções: Catalisar a síntese dos fatores de coagulação do sangue no fígado. A vitamina K produz a forma ativa de precursores, principalmente a protombina, que combina com cálcio para ajudar a produzir o efeito coagulante. É necessária para manter a saúde dos ossos.
Carência: Tendência a hemorragias.
Excesso: Dispnéia e Hiperbilirrubinemia.
Fontes alimentares: Vegetais verdes folhosos, fígado, feijão, ervilha e cenoura.
Necessidades diárias: 70 a 80mcg para homens e 60 a 65mcg para mulheres.


VITAMINAS
São compostos orgânicos, que não podem ser sintetizados pelo organismo. Encontram-se em pequenas quantidades na maioria dos alimentos. São essenciais para o bom funcionamento de processos fisiológicos do corpo.  São substâncias extremamente frágeis, podendo ser destruídas pelo calor, ácidos, luz e certos metais. Suas principais propriedades envolvem dois mecanismos importantes: o de coenzima (substância necessária para o funcionamento de certas enzimas que catalisam reações no organismo) e o de antioxidante (substâncias que neutralizam radicais livres).
ZINCO
Encontra-se abundantemente encontrado pelo corpo e está em segundo lugar em relação ao ferro. O corpo humano possui cerca de 2 a 3g de zinco, comas as maiores concentrações no pâncreas, fígado, rins, músculos e ossos.
Funções: Necessário para a ação de enzimas, saúde do sistema imunológico, maturação sexual masculina, crescimento e formação de tecidos.
Carência: Retardo do crescimento, atraso na maturação sexual, lesões na pele, alopecia e imunodeficiências.
Excesso: Anemia, febre e distúrbios do sistema nervoso central.
Fontes alimentares: Pão integral, frutos do mar, feijão, carne magra, semente abóbora, nozes, leite, iogurte e queijo.
Necessidades diárias: 15mg para homens e 12mg para mulheres.

domingo, 11 de março de 2012

Greve

Caros Alunos, nossas atividades estão suspensas até o dia 20, em virtude da greve, ok?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nutrição: conceito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A pirâmide alimentar americana atualizada, publicada em 2005, é um guia nutricional geral para o consumo recomendado de comida. Em Portugal, desconsidera-se esta ferramenta e utiliza-se a nova Roda dos Alimentos, elaborada pela FCNAUP e IC.

Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

Devido sua importância à sobrevivência de qualquer ser vivo, a nutrição faz parte do aprendizado durante grande parte do período de estudo básico e em nível secundário, assim como em muitos cursos de nível de graduação e pós-graduação, em áreas como medicina, enfermagem, biomedicina, farmácia, biologia, agronomia, zootecnia e nutrição entre outras.

No domínio da saúde e medicina (e também veterinária), a nutrição é o estudo das relações entre os alimentos ingeridos e doença ou o bem-estar do homem ou dos animais.
Nutrição humana:Estudo dos costumes alimentares.

A nutrição pode ser feita por via oral, ou seja, pela maneira natural do processo de alimentação, ou por um modo especial. No modo especial temos a nutrição enteral e a nutrição parenteral. A primeira ocorre quando o alimento é colocado diretamente em uma área do tubo digestivo (geralmente o estômago ou o jejuno) através de sondas que podem entrar pela narina ou boca ou por um orifício feito por cirurgia diretamente no abdômen do paciente, juntamente com outro orifício gastro-intestinal usado no processo digestivo. A nutrição parenteral é a que é feita quando o paciente é alimentado com preparados para administração diretamente na veia, não passando pelo tubo digestivo (como o soro nas veias, quando se está impossibilitado de ingerir alimentos via oral).

A boa nutrição depende de uma dieta regular e equilibrada - ou seja, é preciso fornecer às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de nutrientes importantes para seu bom funcionamento. Os guias alimentares mais conhecidos são as pirâmides alimentares.

Todo ser vivo precisa se alimentar para sobreviver e se reproduzir. Mas, na espécie humana, a imensa capacidade de se adaptar a vários tipos de alimento - que faz do Homo sapiens a espécie de hábitos alimentares mais diversificados do planeta - foi fundamental para a sua evolução. Estudos indicam que um dos principais fatores que levaram nossos ancestrais a se distanciar da linhagem de seus parentes primatas foi a capacidade de se adaptar ao cardápio de diversos ambientes. Algumas teorias propõem, ainda, que o excepcional crescimento do nosso cérebro só se tornou possível graças à inclusão na dieta humana de alimentos protéicos e energéticos- particularmente, a carne. O uso do fogo também contribuiu para a evolução da espécie. Cozidos, os alimentos ficam mais fáceis de ser digeridos e, por consequência, a absorção dos nutrientes é maior.
Proposta dos Estados Unidos em 2011 para substituir a pirâmide

A agricultura e a pecuária, iniciadas há cerca de 10 mil anos, aumentaram o poder do homem sobre a própria nutrição. Desde então, a descoberta dos condimentos, a adoção de técnicas para aumentar a produtividade agropecuária e o desenvolvimento de tecnologias de industrialização foram abrindo novas possibilidades de nutrição. Hoje, mesmo com a globalização e as facilidades de intercâmbio entre nações, cada povo guarda suas peculiaridades culinárias, segundo a disponibilidade dos ingredientes encontrados na região, mas também de acordo com seu modo de vida.

Ano Novo, vida nova!!!!!!!!!!!

!

Pessoal, a partir da semana que vem as postagens serão feitas todo domingo, leiam e estejam prontos para a aula teórica.
As instruções do trabalho também serão postadas aqui.
Tornem-se seguidores de sua série nova e excluam o blog do ano passado para que não recebam postagem dupla. Assim receberão todas as atualizações do blog em seus e-mails.
Um beijo grande e torçamos para que nosso ano seja produtivo e recheado de aprendizado!!!!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Artigo jornalístico

Como já conversado em sala de aula, vocês deverão escolher um tema relativo à Educação Física e escrever um artigo com formato jornalístico.
No link abaixo , um exemplo, além do visto em sala.
Entrega na semana de 22 a 29 de agosto.
="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/08/08/interna_ciencia_saude,264502/especialistas-alertam-sobre-nivel-alto-de-colesterol-em-criancas.shtml">

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Neuróbica

Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente? Uma nova técnica, denominada neuróbica, promete novo pique para a memória e a concentração, evitando movimentos automáticos no dia-dia.
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, uma ginástica específica para o cérebro. A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam a reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia.Quanto mais o cérebro for treinado, mais afiado ele ficará, para isso não é preciso se matar com teste de QI ou nas palavras cruzadas. A neuróbica é uma técnica simples de exercitar o cérebro.
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social. Por isso quem sempre estiver atento em estimular o cérebro terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Texto para prova

História do Treinamento Desportivo

Posted: 04 Jun 2011 05:01 AM PDT

No Egito Antigo e Mesopotâmia

As primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas. Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.



No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.
Os gregos pré-clássicos - micênicos e minuanos

Além do Egito e Mesopotâmia, outras civilizações, inclusive na própria Grécia pré-clássica, já praticavam o atletismo antes dos Jogos Olímpicos.

Os minuanos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C. tinham interesse especial pela ginástica. Os afrescos indicam que as atividades atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.

Na cultura minóica os touros eram muito importantes (lembrem-se da lenda do minotauro de Creta) e também faziam parte dos eventos atléticos através do salto sobre o touro. Onde os atletas realizavam saltos sobre touros vivos e provavelmente não muito amistosos!

Outros esportes praticados pelos minóicos eram o boxe, a luta e, acrobacias. Os estudos indicam que havia um componente religioso forte nos eventos atléticos.

Já os miocenos (1600-1100 a.C.), adotaram os esportes minóicos e acrescentaram à corrida de bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém os micênicos preferiam à luta e o boxe.
Jogos Olímpicos da Antiguidade

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esportes eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores.

Apenas os cidadãos livres e natos que estivessem inscritos para a competição podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os atletas treinavam em suas cidades de origem durante os quatro anos que separavam os Jogos Olímpicos. Esse período era denominado Olimpíada. No entanto, a 60 dias dos Jogos, todos os atletas se concentravam na cidade de Elis, onde passavam a se dedicar integralmente à sua preparação física.

Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial dos Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.

Os treinadores especializados; a alimentação, a massagem, os planos de treinamento e a idéia de treinamento total colocaram a Grécia como pioneira no treinamento desportivo. Esses treinamentos eram basicamente intuitivos, sem nenhum caráter científico.

A preparação geral era realizada através de marchas, corridas e saltos e a preparação especifica através de sacos de areia, fardos e pedras em forma de halteres; treinadores específicos para as provas de corrida e lutas e seguiram uma rotina de treinamento, realizadas em ciclos de quatro dias, denominadas tetras (Costa, 1968a; Rocha, 1983). A dificuldade em se quantificar o treinamento já era grande e alguns atletas chegavam a morrer durante a preparação para competições.

A participação dos atletas era estabelecida por um código rígido de conduta e qualquer infração era punida com rigor.

A vitória nos Jogos Olímpicos consagrava o atleta e proporcionava glória também à sua cidade de origem.

Evolução do treinamento desportivo.

Quanto à evolução do treinamento desportivo, podemos afirmar que este passou por cinco períodos:

Arte;
Improvisação;
Sistematização;
Pré-científico;
Científico.

Os três primeiros foram marcados pelo empirismo, cuja principal característica era as sensações: os treinadores guiavam-se por elas como ponto de referência técnica de condição física. Era o tempo do conhecimento adquirido pela prática.

A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.

Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos foram abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.

Com o ressurgimento dos Jogos Olímpicos em 1896, (Atenas), passou-se a ter maior interesse e divulgação, do esporte, entre os diferentes povos o mundo. Foi o início os jogos na era moderna, quando o barão de Couberttin destaca a importância da competição em detrimento da vitória; e o treinamento esportivo passou a evoluir e ao longo das primeiras sete décadas do século XX, exceção aos períodos das I e II guerras mundiais, atletas e treinadores inovaram e criaram vários métodos de treinamento que são utilizados até hoje.

Os períodos pré-científico e científico surgiram aos poucos para completar a vivência empírica. Na década de 20, Krumel da Alemanha e Pikala da Finlândia, tentaram demonstrar que as resistências aeróbica e anaeróbica não eram adquiridas somente com corridas de longa distância, mas também por corridas curtas e de grande intensidade, seguidas de repouso.

Em 1930, Gosse Holmer da Suécia, criou o Fartlek, um método natural, mais conhecido como "jogo de velocidade", de intensidade bastante variável, e que o atleta executava conforme sua vontade, mesmo assim, sem controle rigoroso era bastante sistemático, pois determinava: corridas em plano, subidas, descidas e trechos de areia e grama, fases cronometradas e trabalho de musculação de forma natural.

Entre 1933 e 1936 surgiu Gerscheler da Alemanha que ainda de forma empírica, usava distâncias curtas com pausa.. Percebendo que estas pausas eram muito importantes, estabeleceu que o atleta deveria acostumar-se também com o ritmo da prova em treinamento. Posteriormente surgiram Reindel e Roskam ambos da Alemanha, que baseados no método de Gerscheler e em pesquisas fisiológicas, criaram o método conhecido como intervall-training ("os famosos tiros"), iniciando naquele momento o período científico do treinamento desportivo.
A Segunda grande guerra mundial retardou a aplicação do Interval-Training.

Em 1945, iniciou-se nos EUA, o trabalho com pesos, Weigth-Training, mas somente como reeducação funcional para os feridos de guerra. Este método foi estudado cientificamente por Yakalov e Korobcov, sendo aplicado posteriormente no atletismo e outros esportes pela Rússia e Alemanha.

Entre 1948 e 1960, ocorreu a fase áurea do Interval-Training, onde a união deste método com Weigth-Training promoveu grandes resultados no mundo esportivo.

Na metade da década de 60, as performances se nivelaram levando os treinadores a tentarem novos métodos. Daí surgiram os "Neomodernos" que rebelaram-se contra o Interval-Training puro e passaram a preconizar o retorno à natureza, ao trabalho longe das pistas, sem esquemas rígidos. Três grandes nomes surgiram nesta época: Lydiard da Nova Zelândia, Van Aaken da Alemanha e Cerutty da Austrália. Todos se voltaram para o trabalho em longas distâncias. Grandes resultados surgiram nas Olimpíadas de Roma, Tóquio, México e Munique.

No processo de evolução histórica, todas as correntes contribuíram para o aperfeiçoamento do treinamento científico.

O desenvolvimento de equipamentos sofisticados destinados à pesquisa da fisiologia e um rigoroso acompanhamento da aplicação do treinamento diário, não permitemhttp://www.blogger.com/img/blank.gif a utilização de um único método como forma de preparação geral, nem improvisações do dia-a-dia típico de treinadores sem conhecimento científico adequado.

Hoje em dia é impossível se imaginar o treinamento sem o aval da ciência, pois esta tendência é sem sombra de dúvidas uma das estudadas em todo o mundo.

Dessa forma, faz-se necessário uma estruturação muito bem organizada das paramentas que compõem toda a estrutura de um programa de treinamento, tais como:

Exames de saúde, avaliação e acompanhamento nutricional, avaliação da capacidade aeróbica (vo2), limiar anaeróbico, limiar de lactato, freqüência cardíaca, testes de potência (força rápida), velocidade, etc...

Texto para prova

Esporte é uma boa contra o Alcool

Posted: 13 Jun 2011 03:07 AM PDT

A prática de atividades físicas ou iniciação esportiva quando começam na infância ou adolescência se tornam um hábito saudável, que, invariavelmente, se reflete em ações que trazem importantes benefícios à saúde reflete-se ao longo da vida.

Um estudo norueguês, divulgado pela organização não-governamental CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, aponta que a participação de jovens em atividades esportivas pode atuar na prevenção do consumo nocivo de bebidas alcoólicas na vida adulta. No entanto, os pesquisadores ressaltam que alguns fatores podem influenciar esta relação, como a rede social do adolescente, a segregação por idade e o tipo de esporte praticado.

A pesquisa foi realizada com mais de três mil estudantes noruegueses com idades entre 13 e 19 anos, avaliados e acompanhados até chegarem na idade adulta.

Durante o estudo, foi avaliado como o uso de álcool variava conforme o tipo de esporte praticado (coletivo ou individual), habilidades necessárias à sua execução (resistência, força ou técnica) e nível de competição.

No início do estudo, 50,7% dos jovens estavam envolvidos com prática esportiva. Aqueles que não participavam de atividades esportivas apresentaram maior frequência de episódios de embriaguez, relação que se inverteu nos últimos dois períodos de avaliação.

Influência positiva

Em relação às habilidades necessárias à execução da prática esportiva, o estudo indicou que aqueles que praticavam esportes de resistência, como corrida ou natação, envolveram-se menos com bebidas alcoólicas quando comparados com praticantes de esportes de força e que exigem técnica, como musculação, boxe, ginástica ou artes marciais.

Uma das explicações para essa constatação é o fato das consequências do consumo de álcool interferir diretamente na capacidade física dos praticantes de esportes de resistência.

Outro resultado diz respeito ao tipo de esporte praticado. De acordo com a pesquisa, estudantes praticantes de esportes coletivos apresentaram maior envolvimento com o álcool, provavelmente devido à influência social desse tipo de esporte na vida do estudante, facilitando a sua aquisição e ampliando as oportunidades de consumo.

Desta forma, os autores ressaltam que, antes de generalizar a influência positiva da prática esportiva na prevenção do consumo de álcool, é necessário considerar as características individuais do sujeito e do tipo de esporte praticado.

Assim, para o médico do esporte Antonio Carlos Soares Pessoa, apenas o fahttp://www.blogger.com/img/blank.gifto de um adolescente praticar esportes não garantirá que ele fique longe de problemas com álcool ou drogas. "Muitos exemplos de atletas famosos, comprovam essa tese", garante o especialista.

Ao contrário, dependendo do caso, as atividades físicas e a prática de esportes podem ser bons auxiliares na prevenção e na resolução de problemas relacionados ao alcoolismo.

Afinal, a prática de esportes requer certo preparo físico, alimentação saudável, assim como hábitos regrados. "Os jovens praticantes de modalidades esportivas tendem a evitar o uso de substâncias justamente porque optarem pela manutenção de um desenvolvimento corporal e mental sadio", completa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

TEXTO ELUCIDATIVO SOBRE LESÕES NO ESPORTE/ SITE FAÇAFISIOTERAPIA.NET

Nenhuma atividade é tão necessária e, ao mesmo tempo, tão prazerosa como a atividade física esportiva. Difícil mesmo é ter de interrompê-la por lesão produzida em situação comum nessa prática. Na maioria das vezes, no entanto, é fácil evitá-la ou mesmo tratá-la de forma correta.

Lesões

As lesões traumáticas na prática da atividade física esportiva podem ser divididas em dois tipos: as crônicas, que são aquelas decorrente da constante repetição do gesto característico de um determinado esporte, e as agudas, que advêm em conseqüência de trauma instantâneo, direto ou indireto.

Contusões

Das lesões agudas, as contusões são as mais freqüentes. Podem ser definidas como sendo originárias de um trauma direto, sem que este provoque ferimento na pele, como nas quedas, nos chutes e nas "pancadas". Muitas vezes, o termo "contusão" é utilizado como sinônimo de luxação e lesão grave, considerado como situação de emergência por colocar em risco uma articulação.

Freqüentes no futebol, esporte coletivo mais praticado no mundo, as contusões são a expressão científica para a "paulistinha" ou o "tostão", lesão bastante dolorosa causada por chute na coxa e que, dependendo da intensidade, pode representar o fim da participação no esporte naquele momento.

Estas sim merecem atenção maior no atendimento médico rápido e especializado.

Independentemente do tipo de trauma e no instante de sua ocorrência, o movimento deve ser interrompido, o segmento afetado imobilizado, o membro elevado e a aplicação de gelo feita no local do trauma, de modo a diminuir o sangramento e a formação de hematoma.

As contusões expressam-se em diferentes graus de gravidade, todos relacionados à violência do trauma:



leves – quando não tiram do segmento afetado a capacidade de movimentação e provocam pouca dor, dispensando maiores cuidados e resolvendo-se em poucos dias;

graves – estão associadas ao maior comprometimento dos diversos tecidos atingidos, provocando incapacidade funcional, mesmo que temporária, e conseqüente interrupção do movimento.

Entorses

Pouco menos freqüentes que as contusões, as entorses ocorrem principalmente nas articulações dos membros inferiores.

São definidas como lesão de um ou mais ligamentos quando a articulação é movimentada em amplitude maior que a normal, porém, sem causar luxação ou fratura.

A articulação mais acometida por essa lesão traumática aguda é o tornozelo, seguido pelo joelho. As entorses acontecem em variados esportes, como futebol, basquete, tênis e voleibol, todos populares e muito praticados em nosso meio.

Sua ocorrência está relacionada ao tipo de superfície em que o esporte é praticado a à capacidade de gerar atrito com a interface entre ela e o praticante, ou seja, o calçado esportivo utilizado. Quanto mais irregular o piso e maior o atrito gerado, maior a solicitação dos ligamentos e a probabilidade de ocorrer uma entorse nas articulações dos membros inferiores. As superfícies recobertas por materiais sintéticos produzem maior atrito, havendo também naturais irregularidades pela má conservação geralmente dispensada.

Como as contusões, as torções também são classificadas e tratadas de acordo com o grau de gravidade identificado. No entanto, por serem uma lesão exclusiva de estrutura delicada como as articulações, inspiram cuidados maiores, mesmo nos graus mais leves: interromper o movimento e procurar ajuda médica para aplicação do correto tratamento pode ser a atitude certa para evitar que um tornozelo sadio torne-se instável e dolorido.

Um bom condicionamento físico, precedido de avaliação e prescrição de treinamento direcionadas ao esporte de escolha, pode representar a diferença entra a saúde e a doença para aqueles que praticam atividades física regular, esportiva ou não.

Sabemos que os acidentes acontecem. Nessa eventualidade, interrompa a atividade, imobilize, proteja a região atingida, retire a carga sobre a articulação afetada e procure seu médico de confiança. O uso de gelo no local traumatizado, de analgésicos e antiinflamatórios pode minimizar os efeitos e produzir conforto até que seja instituído o atendimento e o tratamento definitivo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

2º bimestre

Pessoal, esse bimestre estaremos bastante dedicados às nossas atividades práticas e de apresentação de aulas teóricas e vídeos...portanto não teremos atividades AVALIATIVAS, somente de complementação, ok?

As fotos e os vídeos estão também na página Digumes Picasa, é só acessar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO ADOLESCENTE

A taxa de crescimento na adolescência é a segunda maior durante a vida, sendo inferior apenas ao primeiro ano de idade. A maior velocidade de crescimento nesse período costuma ocorrer entre as meninas entre 12 e 13 anos, e aproximadamente 2 anos após nos meninos (entre 14 e 15 anos). Os requerimentos nutricionais são mais diretamente afetados pela taxa de crescimento do que pela idade cronológica, sendo maiores na fase entre os 11 e 14 anos de idade, durante o auge do crescimento, e diminuindo gradativamente conforme se chega aos 18 anos.

No sexo masculino, a massa muscular cresce de maneira desproporcional, resultando em maior porcentagem de massa magra, em comparação com o sexo feminino. As meninas apresentam uma maior porcentagem de gordura corporal em relação aos meninos.

O valor calórico das refeições de um adolescente deve ser distribuído da seguinte forma: 10 a 15% de proteínas (carnes), 30% de gorduras (de preferencia vegetal) e 55 a 60% de carboidratos (massas, pães, batatas e legumes).

Um rapaz ou uma menina que cresce rapidamente necessitará de 1 litro de leite ou equivalente por dia para satisfazer sua necessidade de cálcio (ajuda a formação dos ossos). O leite desnatado pode ser usado para diminuir a ingestão de gorduras, sobretudo nos casos de excesso de peso. O aumento do consumo de leite e derivados fornecerá também proteínas de alta qualidade, mas será necessário o consumo adicional de outras fontes de proteínas, como carnes, ovos e leguminosas.

Os rapazes e garotas têm grande necessidade de ferro (presente nas carnes, no feijão, na lentilha e nas hortaliças verde-escuras). Eles porque a formação muscular é acompanhada por um maior volume sangüíneo; e elas porque perderão sangue mensalmente desde o início da menstruação.

São aconselhados exames laboratoriais periódicos para se analisar estoques de ferro, lipídeos (gorduras), e verificar presença de doenças. O adolescente também deve ser avaliado constantemente pelo médico e nutricionista, que vão verificar seus dados clínicos, sua evolução de crescimento, suas porcentagens de gordura e massa magra, além de analisar sua ingestão alimentar habitual.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Carboidratos, proteínas e lipídos

O que são carboidratos?

O bloco básico de construção de todo carboidrato é uma molécula de açúcar, uma união simples de alguns átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Carboidratos são divididos em duas grandes categorias:

* Carboidratos simples são blocos únicos ou duplos, incluem a frutose (açúcar de frutas), dextrose ou glicose (açúcar de milho), sacarose (açúcar de cana ou açúcar caseiro) e a lactose (açúcar do leite).
* Carboidratos complexos são cadeias formadas pela união de milhares de blocos de carboidratos simples, incluem o amido (farinhas de trigo, polvilho) e as fibras.


O que são proteínas?

Conceito: Proteínas são moléculas formadas por imensas cadeias de aminoácidos. Existem 20 tipos de aminoácidos diferentes, sendo que o ser humano é capaz de produzir 10 tipos, os outros restantes devem ser obtidos a partir da dieta (chamados aminoácidos essenciais). Se a dieta não oferecer a quantidade suficiente de aminoácidos essenciais, o corpo entra em processo de degradação de proteínas.

Proteínas são encontradas em todo corpo, ou seja, em músculos, ossos, pele, cabelo e virtualmente qualquer órgão ou tecido.

As proteínas participam do funcionamento do corpo basicamente de duas formas:

* Como componentes estruturais: formando estruturas como ossos, músculo e pele.
* Como componentes funcionais: como enzimas que catalisam as reações químicas do organismo.


O que são gorduras?

Conceito: Gorduras são moléculas incapazes de se misturar com água. Gorduras são as formas mais eficientes de armazenamento de energia.
Tipos de gorduras

As gorduras são classificadas em tipos de acordo com sua composição química.

Triglicerídeos: são usados para armazenar energia nas células adiposas. Formados por uma molécula de glicerol condensada com 03 moléculas de ácidos graxos.

Ácidos graxos: são longas cadeias de carbono e hidrogênio que constituem os triglicerídeos. Classificados em:

* Ácidos graxos saturados: Possuem longas cadeias retas, pois as ligações entre os átomos são simples. Geralmente são sólidos a temperatura ambiente.
* Ácidos graxos monoinsaturados: Possuem longas cadeias com uma dobra, pois existe uma ligação dupla entre seus átomos. Geralmente líquidos a temperatura ambiente.
* Ácidos graxos poliinsaturados. Possuem longas cadeias com mais de uma dobra, pois existem duas ou mais ligações duplas entre seus átomos. Geralmente líquidos a temperatura ambiente.

Colesterol: tipo de gordura formada por cadeias cíclicas de carbono. Estão presentes principalmente na constituição das membranas celulares e possuem papel no metabolismo de hormônios esteróides.

Pirâmide alimentar


Pirâmide alimentar é a representação de uma alimentação saudável. Alimentos em sua base são as fontes primárias, ou seja, que devem estar presentes em maior quantidade, enquanto o topo é constituído por alimentos que devem ser moderados ou até mesmo evitados.

Esta pirâmide alimentar foi desenvolvida pelo Banco de Saúde a partir das mais recentes evidências médicas e científicas para uma dieta saudável. Piramide Alimentar

Para fazer o download da nova pirâmide alimentar em alta definição para impressão, clique aqui.
O que muda na nova Pirâmide Alimentar:

Na base da pirâmide está a prática de atividades físicas na forma exercícios, lazer, esportes e uma vida ativa. Nenhuma alimentação é totalmente efetiva na prevenção de doenças quando não está aliada a uma vida ativa.

As gorduras passaram a ter um papel de destaque na dieta, em especial as gorduras saudáveis mono e poliinsaturadas, encontradas em óleos vegetais, peixes, castanhas e nozes.

Os carboidratos continuam em destaque, mas é enfatizada a escolha de carboidratos integrais, em detrimento de suas versões refinadas.

Frutas e verduras são fontes diversificadas de fibras, sais minerais, vitaminas e outras fitosubstâncias com potencial de prevenção várias doenças.

A inclusão de castanhas, nozes, amêndoas e amendoins na alimentação é estimulada, pois são excelentes fontes de proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e sais minerais.

As proteínas constituem parte importante de uma dieta, mas mais uma vez, ressalta-se a escolha de fontes de protéinas saudáveis, ou seja, aquelas que estejam associadas a gorduras saudáveis ou menor quantidade de gorduras saturadas. Neste caso, os melhores exemplos são os peixes.

O consumo de leite e derivados deve ser moderado, principalmente pela gordura saturada que vem junto com estes alimentos.

Ao final, encontram-se os grandes vilões, que devem ser consumidos com cautela ou mesmo evitados:

* Alimentos ricos em gorduras trans: Alimentos industrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada, incluindo diversas margarinas, bolachas, bombons, pães, sorvetes. Observar os ingredientes, agora é essencial para fazer escolhas saudáveis.
* Alimentos ricos em gorduras saturadas: Carnes vermelhas são os grandes representantes desta classe, mas aqui também estão incluídos a manteiga, o leite e seus derivados.
* Alimentos ricos em carboidratos refinados: Açúcar, massas e pães feitos com farinha branca, ou seja, refinada e destituída de todas as suas fibras e vitaminas originais.

Por fim, é importante saber que a pirâmide alimentar server como um guia para orientar as escolhas do dia a dia, e que a melhor maneira de buscar uma dieta saudável é incluir alimentos saborosos que realmente façam diferença para a saúde.
Pirâmide alimentar: referências bibliográficas

A nova pirâmide alimentar e sua representação foram criadas pelo editorial médico do Banco de Saúde, utilizando fontes nacionais e internacionais de confiança, dentre elas:

1. Micronutrient Information Center. Linus Pauling Institute. Revisado em novembro de 2007. Fonte de informações científicas e atualizadas da Universidade de Oregon (EUA).
2. Department of Nutrition at Harvard School of Public Health. The Nutrition Source Website. Revisado em maio de 2008. Centro de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CONCEITOS DIVERSOS SOBRE ALIMENTAÇÃO

LEIAM O TEXTO ABAIXO, COMENTAREMOS EM SALA DE AULA. aNOTEM PONTOS UINTERESSNTES A SEREM DISCUTIDOS E SUAS DÚVIDAS, OK?



HÁ UMA VERDADE POR TRÁS DAS DIETAS?

(autor: José Carlos Brasil Peixoto, médico)



Embora uma revista semanal tenha feita uma longa matéria dedicando-se a mostrar que aquilo que todo mundo acredita é, realmente, a verdade sobre as dietas, apesar de novas informações – por sinal, de boa procedência - em contrário, parece mais razoável admitir que a colocação do artigo definido no singular para “as dietas” é uma mutilação cognitiva. Se há uma verdade sobre as dietas, a única possível de ser dita sem temor de errar, é que são todas fraudulentas.

A fraude começa pelo fato de que o início de uma dieta é geralmente feito a partir de uma premissa do tipo: “estou acima do meu peso, logo preciso comer menos!” É uma fraude colocar na alimentação a causa do aumento de peso ou do eventual surgimento de enfermidades. Ë como culpar o petróleo pela poluição ou os automóveis pelos engarrafamentos. É no mínimo um sofisma, um encurtamento do entendimento das perspectivas dessas situações. Não são feitas perguntas realmente mais apropriadas como: “porque estou comendo mais do que preciso?”, ou “estarei gastando minhas energias de forma saudável?” A obesidade, ou a diabetes, ou a hipertensão e outras doenças do coração, ou tantas outras, podem ser pioradas pela alimentação, ou podem ter muito pouco a ver com o que comemos, pois geralmente têm suas origens em processos humanos mais sutis, mais desafiadores para os olhos mecânicos da medicina moderna. Tais processos envolvem vários aspectos do sofrimento humano, do seu afastamento de tradições milenares, da submissão a um estilo de vida ocidental compulsório, da negligência com cuidados afetivos, espirituais e de uma relação de dominação com os recursos ambientais, o que, na soma, acaba gerando alterações metabólicas e endócrinas, típicas da dificuldade adaptativa do “axis do estresse (1)” dentro do organismo animal dos seres humanos.

As dietas e uma escolha

Do ponto de vista antropológico, podemos entender a necessidade de se iniciar uma dieta como um dos mais malignos sintomas de nossa perversa relação como meio ambiente. Só faz dieta quem pode escolher. Em populações originais, que mantém uma relação melhor com o meio ambiente, há pouco o que escolher. E isso não significa qualquer prejuízo na qualidade alimentar ou nas conseqüências sobre a saúde. Talvez fosse melhor até dizer: não há porque escolher! Sim, uma população que mantém uma relação de equilíbrio como seu meio ambiente, come o que ele lhe permite comer! Os povos coletor-caçadores são o melhor exemplo disso. É altamente improvável que um índio amazônico, ou um inuit da Groenlândia, ao tomar nas mãos um alimento, fique a se perguntar coisas tolas dos povos civilizados como: “Será que aqui tem boa quantidade de zinco?” “Será que vai faltar selênio na minha dieta?” “Será que faltam anti-oxidantes na minha alimentação?” Povos altamente integrados com a natureza, capazes de suportar as mais extremas condições de vida fazem poucas perguntas sobre tais temas, pois levam consigo uma experiência com seus alimentos que atravessou gerações. Para o povo das cidades, civilizados, o passado foi apagado pela precisão do marketing sobre a inteligência, ou ingenuidade coletiva: os alimentos agora são medicamentos, portanto precisam de absoluto cuidado no que escolher.

Alimentos tremendamente alterados, travestidos pela indústria alimentar, são alternativas seguras, abalizadas pelos profissionais, que essa mesma sociedade de consumo formou, com a generosa certeza: nossos formandos universitários jamais vão trair a ciência do consumo, como fizeram tristes cientistas “traidores” do passado, como Copérnico e Galileu, que deixaram a sociedade, e o poder de seu tempo, fragilizado com suas ousadias subversivas. Hoje em dia, a mesmisse do pensamento de médicos, nutricionistas e da mídia em geral é mais eficiente no sentido de evitar que pensamentos ousados demais possam trazer prejuízo para as indústrias de alimentos e medicamentos.

Dieta surpreendente, entendimentos convencionais



Às vezes, as forças convencionais são tão abnegadas em defender um credo científico, que buscam respostas esdrúxulas para equacionar situações inesperadas, mas que podem falhar. Nos anos 60 um pesquisador, George Mann, da Universidade de Vanderbilt (Nashville) montou um laboratório móvel no Quênia, para investigar o povo africano das tribos Masai. A idéia original era provar a idéia de que alimentos ricos em gordura, de origem animal, originavam problemas de colesterol, obesidade e doença do coração, fábula que a maioria das pessoas (incluindo profissionais da saúde) acredita piamente nos dias de hoje. Essas tribos alimentam-se exclusivamente de carne, sangue e leite. Particularmente, o homem masai chega a ingerir meio galão (cerca de 2 litros) de leite, equivalendo a cerca de 230 gramas de nata, por dia! (Outra tribo Queniana, os Sumbarus ingerem o dobro). Além de ingerir quase 2 kg de carne ao dia. Nos dias de festas passam de 4,5 kg num dia! Os pastores quenianos criam um tipo de gado particularmente generoso na oferta de lipídios. A equipe de pesquisa estava eufórica em documentar com exames aquilo que lhes parecia óbvio: muitos indicadores de má saúde - alto colesterol, cardiopatia e obesidade.



Infelizmente, para a surpresa dos americanos, as taxas de colesterol da população pesquisada eram muito baixas! Quase 50% da média americana. Esses quenianos têm boa saúde cardíaca, e não têm excesso de peso. Não podemos esquecer que os quenianos têm os melhores atletas de corridas do mundo. Um outro pesquisador americano, dr. Bruce Taylor (Chicago) tentou explicar isso afirmando que esse povo estava muito bem adaptado à sua dieta. A genética, sempre parceira das boas explicações, na falta de outras melhores, deveria ser a causa desse fenômeno. Logo, essas boas taxas de colesterol melhorariam, ainda mais, em um local com menos oferta de gordura alimentar. Mas os descendentes desses povos que habitam a capital, Nairoibi, traíram de novo os cientistas: num local mais civilizado e estressante as taxas eram piores que dos habitantes campesinos, onde as tradições milenares permaneciam mais intactas. A genética não foi a esperada boa parceira, aliás, raramente é.

A história da indústria das dietas

Do rei obeso ao diabetes

Há relatos antigos a respeito de dietas. Em 1087 é relatada a indignação de William, o conquistador, (que foi rei da Inglaterra, após a batalha de Hastings), com o fato de não poder montar cavalos pelo seu peso excessivo. Sua estratégia foi ingerir líquidos, na verdade etílicos, para perder peso. Deve ter tido algum resultado, visto que morreu num acidente de montaria.

Mas, sem dúvida, a dieta se transformou em algo popular no século XX. Três situações foram, majoritariamente, as popularizadoras das dietas: um melhor entendimento do diabetes, as pesquisas populacionais, como a de Framingham, e a moda.

Antes de qualquer coisa, não podemos esquecer que a palavra dieta diz respeito a um hábito alimentar. Do ponto de visto coloquial, a palavra ficou associada a uma prescrição médica. Uma dieta visa artificializar a postura de um indivíduo aos alimentos que costuma consumir: dieta hipo-calórica (com baixa caloria), dieta hipo-natrêmica (pouco sal), dieta hiper-calórica (quase um paradoxo para o comum das pessoas, mas há quem precise ganhar peso), dieta hipo-protêica (pouca proteína) etc. Ou seja: a expressão “dieta” ganhou um status de receituário terapêutico - mude a alimentação em função de alguma preocupação com a saúde, embora muitas vezes essa alteração seja fruto de futilidades estéticas ou proibições filosófico-religiosas, o que pode, ao invés de gerar saúde, gerar mais enfermidade.

Infelizmente isso começou a colocar nas pessoas idéias errôneas sobre as causas das doenças. Desafortunadamente há gente que culpe as proteínas pelo surgimento da “gota” (doença artrítica) ou o sal pela hipertensão arterial sistêmica. São doenças de sofisticadas causas metabólicas, mas dificilmente originadas pela alimentação!

A diabetes é uma doença interessante. Parece ser conhecida desde tempos pré-cristãos. Mas foi em função da guerra franco prussiana, por volta de 1870, que ficou associada pela primeira vez que uma dieta poderia beneficiar pacientes com diabetes. O médico francês, dr. Bouchardat, percebeu o desaparecimento da urina doce (glicosúria) nas pessoas diabéticas que se submeteram ao racionamento alimentar de Paris durante o período de guerra. Somente em 1940 que essa doença foi relacionada a uma série de problemas crônicos de saúde (doenças renais e problemas oculares). A insulina foi descoberta em 1921, e isso rendeu um prêmio Nobel aos seus pesquisadores em 1923. Mas somente há pouco tempo a diabetes mais comum, tipo II, do adulto, grave problema de saúde pública em países como os Estados Unidos, ficou mais bem compreendida.

Esse tipo de enfermidade não é causado pela falta de insulina, mas por uma falta de resposta das células à esse hormônio. Essa situação é denominada de “resistência à insulina”. Tal fato ocorre pelo excesso de exposição celular à insulina, tendo em vista uma continua entrada de carboidratos de baixa qualidade pela alimentação. Isso tem a ver com alterações estimuladas por órgão oficiais de saúde que criaram a clássica pirâmide alimentar, onde se sugere que a base nutricional das pessoas deva ser constituída por produtos derivados de cereais, farináceos, massas etc. Associado à transição para o emprego de lipídeos de origem vegetal, de performance daninha ao organismo, combinado com alimentos processados substitutos de toda a sorte, temos os ingredientes comestíveis do diabetes, todos fornecidos pela indústria alimentar. (Alimentos “in natura” dificilmente fazem parte dessa problemática). Os outros ingredientes são o estresse, a vida sedentária, a obesidade, a falta de sono, e o sofrimento em geral das populações urbanas.

Os estudos populacionais e as estatísticas que interessam

Vista por muitos como a pedra preciosa das políticas de intervenção na alimentação das pessoas, as pesquisas populacionais, que incluem a investigação de hábitos alimentares e enfermidades, ganharam notoriedade com a famosa Pesquisa dos Setes Países, a pesquisa com os habitantes de Framingham, (Massachussets) e o MRFIT, entre outras.

Um dos idealizadores foi o dr. Ancel Keys, pai do sofisma do colesterol. Ele publicou em 1953 um gráfico que relacionava seis países em dois quesitos: percentual de calorias provenientes de gordura e doença cardíaca (mortes por doença coronariana). Esse estudo foi publicado um ano mais tarde no jornal inglês “The lancet” e ganhou notoriedade mundial. Como normalmente as bases de dados não são revisadas pelas pessoas que se impressionam com os números das estatísticas, é importante que sejam feitas algumas “insolentes” perguntas a respeito desse trabalho.

Um dos aspectos mais intrigantes do gráfico apresentado pelo dr. Keys, é o seu próprio desenho. Trata-se de uma reta, quase perfeita, que se continuada em direção à intersecção dos eixos “x” e “y” poderia levar um ingênuo leitor a um impressionante resultado: quem consome zero quantia de gordura tem zero chance de ter doença cardíaca. A bem da verdade, nem o mais crédulo dos “dietocratas” conseguiria acreditar nessa burla. Retas gráficas desse tipo são próprias das ciências exatas, mas improváveis em estudos biológicos.

Um aspecto pouco lisonjeiro do âmago dessa pesquisa diz respeito aos elementos que configuram o estudo. O mais inquietante é saber que, na época da tabulação dos dados, o dr Keys poderia ter usado, com a mesma fidedignidade pelo menos 22 países. Para entendermos melhor, a pesquisa envolve as seguintes nações: EUA, Austrália, Japão, Itália, Canadá e Grã-Bretanha. Mas se colocados nesse mesmo gráfico, mais os 16 países em que tais dados estavam bem documentados - Finlândia, França, Áustria, Grécia, Ceilão, México, Chile, Dinamarca, Portugal, Suíça, Nova Zelândia, Holanda, Alemanha Ocidental, Irlanda, Israel e Suécia - a figura perderia seu principal significado, porque num mesmo gráfico, a reta se dissolve! Desaparece a relação direta entre o consumo de gordura e a doença do coração, e resultados antipáticos resplandecem na singela verdade que a mãe natureza oferece: não parece haver relação direta entre gordura ingerida e doença coronária, e para a tristeza dos partidários da “dieta cardíaca”: há países em que se consome mais gordura e se tem menos doença do coração. Nada pior que a frieza dos fatos para desalentar tão “honestos cientistas”. É bem verdade que a pesquisa tem outras graves fragilidades. A qualidade de informação das causas de mortes por atestados de óbitos e a exatidão do item “calorias provenientes de gorduras” poderiam ser bastante questionados.

Assim, a primeira incriminação do consumo de gordura na geração de cardiopatias, envolve tantos erros de premissas que não pode ter sua validade celebrada nos dias de hoje, passados mais de meio século de sua publicação. Não é possível que médicos cuidadosos exaltem suas qualidades. Mas podemos ressaltar uma triste conseqüência, o terrível empobrecimento da compreensão das doenças cardíacas, e o surgimento de uma faixa por demais estreita da ação terapêutica sobre esse tipo de enfermidade. Fato que não trouxe qualquer prejuízo para as indústrias alimentar, das dietas e farmacêutica.

O dr Keys quis refinar suas impressões e chefia o chamado “Estudo dos Sete Países”. Nessa pesquisa dezesseis populações locais da Holanda, Iugoslávia, EUA, Finlândia, Grécia, Itália e Japão foram submetidas à investigação de todo e qualquer fator que pudesse demonstrar relação com doenças do coração. Dessa vez houve uma incriminação, não mais do total de gorduras ingeridas, mas somente das gorduras de origem animal. Entretanto, dentro de um mesmo país, houve grandes discrepâncias entre as localidades comparadas, ou seja, em uma única nação não se consegue fazer uma relação direta entre o tipo de dieta e as taxas de mortalidade cardíaca. Ao se divulgar os resultados, se os valores estatísticos dessem suporte à idéia que se procurava provar, tais resultados foram efetivamente divulgados e celebrados. Se os resultados não fossem úteis para provar o que a pesquisa precisava demonstrar eles são omitidos ou sumarizados como “achados anormais”, irrelevantes ou que poderão ser explicados no futuro (ou nunca mais!)

Outras pesquisas populacionais como a de Framingham ou a pesquisa MRFIT utilizam essa tradicional estratégia estatística da publicação de números que exaltam o que quer ser provado e escondem os números que não precisam ser conhecidos.

No primeiro caso, a divulgação dos dados, após trinta anos de acompanhamento, expõe as taxas de mortalidade em geral e as taxas de colesterol. Por incrível que pareça, nesse estudo não é sublinhado as reais taxas de mortalidade por enfermidade cardíaca! E ainda mais interessante: em mortes após os 47 anos não faz diferença a taxa de colesterol. Pessoas com colesterol alto ou baixo morrem em iguais proporções. Outro aspecto importante, esse estudo é somente com homens.

(Obs.: sobre a pesquisa MRFIT veja o artigo “A mágica das estatísticas” nesse mesmo site.)

Com a aparente inutilidade, ou até mesmo pela temeridade que representa, o emprego de medicamentos que reduzem taxas de colesterol – como as idolatradas estatinas (2) – é mais um dos apelos da mídia terapêutica que carecem de compassividade genuína e respeito pelo ser humano. Num simpósio de 2000 foi declarado que possivelmente a metade da população americana deverá utilizar medicamentos que reduzam as taxas de colesterol. Pior que os riscos que isso possa trazer, visto que as estatinas podem estar ligadas ao derrame cerebral, aumento do risco de suicídio, comportamento violento, e outros prejuízos ao sistema nervoso central, e vários outros efeitos nocivos à saúde, ainda pior que isso, é o fato de que a própria preocupação em reduzir as taxas de colesterol parece ser absolutamente desnecessária e potencialmente iatrogênica (enfermidades originadas por uma ação terapêutica).

A dieta e a moda

Apesar de parecer algo absolutamente natural, plenamente razoável, as dietas para emagrecer foram se popularizando nos EUA a partir dos anos 1950. Um fator fundamental para isso foi a mudança nos padrões de estética que foram se consolidando a partir dessa época. Nos anos e séculos anteriores a magreza estava longe de ser um sinal de boa saúde, beleza ou prosperidade. Se houvesse dieta recomendada por médicos, estas teriam o objetivo de ganhar peso, nunca de perder!

Nos anos 1920 surge a moda “flapper” – na realidade um estilo de vida, que expõe moças com saias mais curtas, novos cortes de cabelo e com novas maquiagens, elas ouvem jazz e abandonam condutas tidas como corretas – o que introduz modelos femininas mais magras como uma nova estética de vigor e jovialidade. Já nos 60 surge a modelo Twiggy, magra, ombros quadrados, pequeno busto e silhueta extremamente esguia. Esse modelo se repetirá anos mais tarde com outras modelos como Kate Moss.




Para alcançar pesos tão encolhidos as mulheres fariam de tudo, até mesmo ingerirem vermes como a tênia solitária! Na medida em que as mulheres eram liberadas de seus empregos voltados para a segunda guerra mundial dos anos 50, a mídia de massa coloca seu foco num emergente mercado de profícuo futuro: a moda da magreza. Isso gerou milhares de publicações que se proporiam a oferecer estratégias de perda de peso. Em 2002 o catálogo literário listava 1412 títulos sobre dietas e 483 títulos sobre distúrbios alimentares.

O foco original nada tinha a ver com a saúde. A obsessão levaria à introdução de psicotrópicos, como as anfetaminas, como receituário banalizado. A sociedade em seguida vê a disseminação de enfermidades do tipo bulemia e anorexia nervosa acometendo principalmente adolescentes. Em 1990 a indústria da perda de peso envolve cifras astronômicas como 50 bilhões de dólares.

Em janeiro de 1960 surgem os primeiros grupos de auto-ajuda, tipo “alcoólicos anônimos”, os “Vigilantes do Peso”, para que pessoas ofereçam-se suporte mútuo para o controle de peso (Califórnia).

Embora não existam dúvidas de que o sobrepeso é um aspecto extremamente comprometedor da saúde, é a estética o mais eficiente estímulo ao consumo de dietas. Com essa finalidade, um estado saudável acaba não sendo o resultado prático das mesmas.


A obesidade e um novo personagem

A fisiopatologia da obesidade é um dos maiores desafios da atualidade. Como todo o seu processo não está bem compreendido é muito árduo se estabelecer as mais eficientes formas de controle. Provavelmente qualquer estratégia passa pelo que convencionamos chamar de reeducação alimentar. Mas ela não um alvo fácil de ser mantido pela maioria das pessoas. Seja pela aparente lentidão de seus resultados, seja porque ela pode deixar o paciente exposto ao seu universo de dramas psicológicos sem boas alternativas, ou porque essa reeducação alimentar não funciona sozinha, sem outras “reeducações”.


Um dos possíveis objetivos de uma boa terapêutica não poderá se furtar de buscar a restauração do bom funcionamento de um hormônio conhecido há pouco tempo. Na opinião de estudiosos de vanguarda, como R. Rosadale, a obesidade passa por uma situação similar à resistência à insulina do diabete do adulto. A leptina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo. Foi descoberto em 1994 por Jeffrey Friedmann quando estudava modelos de obesidade em ratos.

Sua liberação trabalha em locais específicos do cérebro e participa de forma primordial na sensação de saciedade bioquímica, que é a mais eficiente no controle do apetite. No entanto não é por falta de leptina que ficamos obesos. A leptina já foi tentada como terapêutica para a obesidade, mas não houve grande resposta. Simplesmente porque não há falta desse hormônio. O problema está na aparente resistência dos órgãos alvos em responder de forma apropriada a ele. A resistência à leptina pode ter como principal causa o excesso de ingestão de açúcares e carboidratos na alimentação cotidiana. A base da tradicional pirâmide alimentar (pães, massas, cereais etc.) pode ser o maior estímulo para a perda da aptidão fisiológica da leptina, e por conseqüência, para a obesidade.


Um fato que naturalmente nunca pode ser perdido de vista é que o aumento impressionante nas taxas de indivíduos, de todas as faixas etárias, com sobrepeso tem uma relação siamesa com o ufanístico progresso das sociedades urbanas! Ë bem provável, mesmo não gostando de admitir, que ambas as situações podem ter intensas relações de causa e efeito.

As dietas, a salvação ou a loucura total

Uma pesquisa divulgada em outubro de 2005 aponta para números impressionantes sobre obesidade: nos EUA, cerca de 90% dos homens e 70% das mulheres terão excesso de peso. Por incrível que pareça, as reais causas dessa pandemia nunca foram realmente combatidas.

Até o século XVIII não havia consumo de alimentos processados. Não havia preocupações específicas com os tipos de alimentos que deveriam ser evitados ou estimulados para consumo. O escorbuto da idade média não foi facilmente identificado como uma doença ligada a carências nutritivas, visto que os marinheiros não adoeciam da mesma forma e no mesmo tempo sob aparentes idênticas condições. Marinheiros excepcionais e mais antigos como os vikings, que usavam chucrute em conserva não conheceram o drama do escorbuto. A pelagra, doença causada pela falta de vitamina B foi uma das primeiras que estabeleceu uma relação entre a qualidade alimentar e a saúde. A rigor foi o processamento do arroz, que retirava a parte mais nobre desse alimento que introduziu essa moléstia. A indústria alimentar já demonstraria sua mais eficiente ação sobre as pessoas. Mesmo assim, a maioria dos consumidores ingere arroz polido nos “sabidos” tempos modernos.

As causas da obesidade envolvem fatores bem conhecidos. A falta de atividade física é promovida pelo estilo de vida dos sítios urbanos. Não é um mero fato do ocaso. Foi uma opção, foi uma escolha de vida! As pessoas saem do meio rural marginalizado pela mídia do conforto extremo e infinito! No fundo se propõe uma situação meio absurda! Não faça quaisquer esforços. Use controle remoto, vidro elétrico, direção hidráulica, elevadores, escadas rolantes, câmbio automático, tele entregas, carro para qualquer distância, máquinas para tudo que for necessário ser feito! A mídia do super-consumo é clara: reserve toda a sua energia para... ficar sentado vendo TV ou na frente de um computador.

Ao mesmo tempo as pessoas estão constantemente ocupadas com obrigações burocráticas, financeiras, estratégicas, competitivas, logísticas, formação intelectual etc. Existe um fenomenal estímulo à ansiedade, a solidão, ao afastamento humano, ao pouco carinho, ao medo, à insegurança, à desconfiança, à falta de amor e ao belicismo em geral. A compensação mais fácil é obtida pela boca.

Além disso há uma profunda mudança nos próprios produtos alimentares. Passam a ser produtos processados, embalados, modificados no sabor, textura, cor e odor. A finalidade é uma só: serem mais atrativos. Os alimentos ganham o status de produto de consumo, e caem na terrível e única lei de consumo. Bons produtos vendem bastante, mesmo para consumidores que nem precisariam comprá-los. Além disso, algumas porções ganham versões extragrandes. Os resultados de pesquisas médicas, como as citadas anteriormente, patrocinam a utilização de substitutos às gorduras naturais, como a gordura vegetal hidrogenada, as gorduras “trans”, a produção de alimentos com quantias absurdas de ácidos graxos perigosos como o ômega-6, e a utilização de óleos vegetais para feitura de frituras, óleos que se oxidam no calor e inundam o organismo com radicais livres francamente patogênicos.

Ninguém toma água. A maioria dos adolescentes toma refrigerantes carbonatados e cheios de açúcar ou adoçantes. As águas são aditivadas com flúor, mesmo que o consumidor descubra seus perigos e que desejasse mais não consumir esse mineral.

Mesmo com as taxas sempre crescentes de doenças cardíacas e do diabetes, continua a substituição de gordura animal e saturada, por óleos vegetais poliinsaturados. Os olhos das pessoas perderam definitivamente a capacidade de enxergar a realidade.

O emprego de complementos minerais se tornou popular. Isso é justificado por argumentos bizarros do tipo: nossos solos perderam nutrientes. É estranho que se esqueça que se há perda de nutrientes ela foi promovida pela irresponsável ação da indústria dos fertilizantes e agro-tóxicos (as mesmas que produzem medicamentos).

Se for verdade que já existam laranjas sem um miligrama de vitamina C, a culpa não é da natureza. É do homem e a da sociedade de consumo.