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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Artigo jornalístico

Como já conversado em sala de aula, vocês deverão escolher um tema relativo à Educação Física e escrever um artigo com formato jornalístico.
No link abaixo , um exemplo, além do visto em sala.
Entrega na semana de 22 a 29 de agosto.
="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/08/08/interna_ciencia_saude,264502/especialistas-alertam-sobre-nivel-alto-de-colesterol-em-criancas.shtml">

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Neuróbica

Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente? Uma nova técnica, denominada neuróbica, promete novo pique para a memória e a concentração, evitando movimentos automáticos no dia-dia.
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, uma ginástica específica para o cérebro. A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam a reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia.Quanto mais o cérebro for treinado, mais afiado ele ficará, para isso não é preciso se matar com teste de QI ou nas palavras cruzadas. A neuróbica é uma técnica simples de exercitar o cérebro.
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social. Por isso quem sempre estiver atento em estimular o cérebro terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Texto para prova

História do Treinamento Desportivo

Posted: 04 Jun 2011 05:01 AM PDT

No Egito Antigo e Mesopotâmia

As primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas. Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.



No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.
Os gregos pré-clássicos - micênicos e minuanos

Além do Egito e Mesopotâmia, outras civilizações, inclusive na própria Grécia pré-clássica, já praticavam o atletismo antes dos Jogos Olímpicos.

Os minuanos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C. tinham interesse especial pela ginástica. Os afrescos indicam que as atividades atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.

Na cultura minóica os touros eram muito importantes (lembrem-se da lenda do minotauro de Creta) e também faziam parte dos eventos atléticos através do salto sobre o touro. Onde os atletas realizavam saltos sobre touros vivos e provavelmente não muito amistosos!

Outros esportes praticados pelos minóicos eram o boxe, a luta e, acrobacias. Os estudos indicam que havia um componente religioso forte nos eventos atléticos.

Já os miocenos (1600-1100 a.C.), adotaram os esportes minóicos e acrescentaram à corrida de bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém os micênicos preferiam à luta e o boxe.
Jogos Olímpicos da Antiguidade

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esportes eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores.

Apenas os cidadãos livres e natos que estivessem inscritos para a competição podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os atletas treinavam em suas cidades de origem durante os quatro anos que separavam os Jogos Olímpicos. Esse período era denominado Olimpíada. No entanto, a 60 dias dos Jogos, todos os atletas se concentravam na cidade de Elis, onde passavam a se dedicar integralmente à sua preparação física.

Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial dos Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.

Os treinadores especializados; a alimentação, a massagem, os planos de treinamento e a idéia de treinamento total colocaram a Grécia como pioneira no treinamento desportivo. Esses treinamentos eram basicamente intuitivos, sem nenhum caráter científico.

A preparação geral era realizada através de marchas, corridas e saltos e a preparação especifica através de sacos de areia, fardos e pedras em forma de halteres; treinadores específicos para as provas de corrida e lutas e seguiram uma rotina de treinamento, realizadas em ciclos de quatro dias, denominadas tetras (Costa, 1968a; Rocha, 1983). A dificuldade em se quantificar o treinamento já era grande e alguns atletas chegavam a morrer durante a preparação para competições.

A participação dos atletas era estabelecida por um código rígido de conduta e qualquer infração era punida com rigor.

A vitória nos Jogos Olímpicos consagrava o atleta e proporcionava glória também à sua cidade de origem.

Evolução do treinamento desportivo.

Quanto à evolução do treinamento desportivo, podemos afirmar que este passou por cinco períodos:

Arte;
Improvisação;
Sistematização;
Pré-científico;
Científico.

Os três primeiros foram marcados pelo empirismo, cuja principal característica era as sensações: os treinadores guiavam-se por elas como ponto de referência técnica de condição física. Era o tempo do conhecimento adquirido pela prática.

A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.

Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos foram abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.

Com o ressurgimento dos Jogos Olímpicos em 1896, (Atenas), passou-se a ter maior interesse e divulgação, do esporte, entre os diferentes povos o mundo. Foi o início os jogos na era moderna, quando o barão de Couberttin destaca a importância da competição em detrimento da vitória; e o treinamento esportivo passou a evoluir e ao longo das primeiras sete décadas do século XX, exceção aos períodos das I e II guerras mundiais, atletas e treinadores inovaram e criaram vários métodos de treinamento que são utilizados até hoje.

Os períodos pré-científico e científico surgiram aos poucos para completar a vivência empírica. Na década de 20, Krumel da Alemanha e Pikala da Finlândia, tentaram demonstrar que as resistências aeróbica e anaeróbica não eram adquiridas somente com corridas de longa distância, mas também por corridas curtas e de grande intensidade, seguidas de repouso.

Em 1930, Gosse Holmer da Suécia, criou o Fartlek, um método natural, mais conhecido como "jogo de velocidade", de intensidade bastante variável, e que o atleta executava conforme sua vontade, mesmo assim, sem controle rigoroso era bastante sistemático, pois determinava: corridas em plano, subidas, descidas e trechos de areia e grama, fases cronometradas e trabalho de musculação de forma natural.

Entre 1933 e 1936 surgiu Gerscheler da Alemanha que ainda de forma empírica, usava distâncias curtas com pausa.. Percebendo que estas pausas eram muito importantes, estabeleceu que o atleta deveria acostumar-se também com o ritmo da prova em treinamento. Posteriormente surgiram Reindel e Roskam ambos da Alemanha, que baseados no método de Gerscheler e em pesquisas fisiológicas, criaram o método conhecido como intervall-training ("os famosos tiros"), iniciando naquele momento o período científico do treinamento desportivo.
A Segunda grande guerra mundial retardou a aplicação do Interval-Training.

Em 1945, iniciou-se nos EUA, o trabalho com pesos, Weigth-Training, mas somente como reeducação funcional para os feridos de guerra. Este método foi estudado cientificamente por Yakalov e Korobcov, sendo aplicado posteriormente no atletismo e outros esportes pela Rússia e Alemanha.

Entre 1948 e 1960, ocorreu a fase áurea do Interval-Training, onde a união deste método com Weigth-Training promoveu grandes resultados no mundo esportivo.

Na metade da década de 60, as performances se nivelaram levando os treinadores a tentarem novos métodos. Daí surgiram os "Neomodernos" que rebelaram-se contra o Interval-Training puro e passaram a preconizar o retorno à natureza, ao trabalho longe das pistas, sem esquemas rígidos. Três grandes nomes surgiram nesta época: Lydiard da Nova Zelândia, Van Aaken da Alemanha e Cerutty da Austrália. Todos se voltaram para o trabalho em longas distâncias. Grandes resultados surgiram nas Olimpíadas de Roma, Tóquio, México e Munique.

No processo de evolução histórica, todas as correntes contribuíram para o aperfeiçoamento do treinamento científico.

O desenvolvimento de equipamentos sofisticados destinados à pesquisa da fisiologia e um rigoroso acompanhamento da aplicação do treinamento diário, não permitemhttp://www.blogger.com/img/blank.gif a utilização de um único método como forma de preparação geral, nem improvisações do dia-a-dia típico de treinadores sem conhecimento científico adequado.

Hoje em dia é impossível se imaginar o treinamento sem o aval da ciência, pois esta tendência é sem sombra de dúvidas uma das estudadas em todo o mundo.

Dessa forma, faz-se necessário uma estruturação muito bem organizada das paramentas que compõem toda a estrutura de um programa de treinamento, tais como:

Exames de saúde, avaliação e acompanhamento nutricional, avaliação da capacidade aeróbica (vo2), limiar anaeróbico, limiar de lactato, freqüência cardíaca, testes de potência (força rápida), velocidade, etc...

Texto para prova

Esporte é uma boa contra o Alcool

Posted: 13 Jun 2011 03:07 AM PDT

A prática de atividades físicas ou iniciação esportiva quando começam na infância ou adolescência se tornam um hábito saudável, que, invariavelmente, se reflete em ações que trazem importantes benefícios à saúde reflete-se ao longo da vida.

Um estudo norueguês, divulgado pela organização não-governamental CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, aponta que a participação de jovens em atividades esportivas pode atuar na prevenção do consumo nocivo de bebidas alcoólicas na vida adulta. No entanto, os pesquisadores ressaltam que alguns fatores podem influenciar esta relação, como a rede social do adolescente, a segregação por idade e o tipo de esporte praticado.

A pesquisa foi realizada com mais de três mil estudantes noruegueses com idades entre 13 e 19 anos, avaliados e acompanhados até chegarem na idade adulta.

Durante o estudo, foi avaliado como o uso de álcool variava conforme o tipo de esporte praticado (coletivo ou individual), habilidades necessárias à sua execução (resistência, força ou técnica) e nível de competição.

No início do estudo, 50,7% dos jovens estavam envolvidos com prática esportiva. Aqueles que não participavam de atividades esportivas apresentaram maior frequência de episódios de embriaguez, relação que se inverteu nos últimos dois períodos de avaliação.

Influência positiva

Em relação às habilidades necessárias à execução da prática esportiva, o estudo indicou que aqueles que praticavam esportes de resistência, como corrida ou natação, envolveram-se menos com bebidas alcoólicas quando comparados com praticantes de esportes de força e que exigem técnica, como musculação, boxe, ginástica ou artes marciais.

Uma das explicações para essa constatação é o fato das consequências do consumo de álcool interferir diretamente na capacidade física dos praticantes de esportes de resistência.

Outro resultado diz respeito ao tipo de esporte praticado. De acordo com a pesquisa, estudantes praticantes de esportes coletivos apresentaram maior envolvimento com o álcool, provavelmente devido à influência social desse tipo de esporte na vida do estudante, facilitando a sua aquisição e ampliando as oportunidades de consumo.

Desta forma, os autores ressaltam que, antes de generalizar a influência positiva da prática esportiva na prevenção do consumo de álcool, é necessário considerar as características individuais do sujeito e do tipo de esporte praticado.

Assim, para o médico do esporte Antonio Carlos Soares Pessoa, apenas o fahttp://www.blogger.com/img/blank.gifto de um adolescente praticar esportes não garantirá que ele fique longe de problemas com álcool ou drogas. "Muitos exemplos de atletas famosos, comprovam essa tese", garante o especialista.

Ao contrário, dependendo do caso, as atividades físicas e a prática de esportes podem ser bons auxiliares na prevenção e na resolução de problemas relacionados ao alcoolismo.

Afinal, a prática de esportes requer certo preparo físico, alimentação saudável, assim como hábitos regrados. "Os jovens praticantes de modalidades esportivas tendem a evitar o uso de substâncias justamente porque optarem pela manutenção de um desenvolvimento corporal e mental sadio", completa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

TEXTO ELUCIDATIVO SOBRE LESÕES NO ESPORTE/ SITE FAÇAFISIOTERAPIA.NET

Nenhuma atividade é tão necessária e, ao mesmo tempo, tão prazerosa como a atividade física esportiva. Difícil mesmo é ter de interrompê-la por lesão produzida em situação comum nessa prática. Na maioria das vezes, no entanto, é fácil evitá-la ou mesmo tratá-la de forma correta.

Lesões

As lesões traumáticas na prática da atividade física esportiva podem ser divididas em dois tipos: as crônicas, que são aquelas decorrente da constante repetição do gesto característico de um determinado esporte, e as agudas, que advêm em conseqüência de trauma instantâneo, direto ou indireto.

Contusões

Das lesões agudas, as contusões são as mais freqüentes. Podem ser definidas como sendo originárias de um trauma direto, sem que este provoque ferimento na pele, como nas quedas, nos chutes e nas "pancadas". Muitas vezes, o termo "contusão" é utilizado como sinônimo de luxação e lesão grave, considerado como situação de emergência por colocar em risco uma articulação.

Freqüentes no futebol, esporte coletivo mais praticado no mundo, as contusões são a expressão científica para a "paulistinha" ou o "tostão", lesão bastante dolorosa causada por chute na coxa e que, dependendo da intensidade, pode representar o fim da participação no esporte naquele momento.

Estas sim merecem atenção maior no atendimento médico rápido e especializado.

Independentemente do tipo de trauma e no instante de sua ocorrência, o movimento deve ser interrompido, o segmento afetado imobilizado, o membro elevado e a aplicação de gelo feita no local do trauma, de modo a diminuir o sangramento e a formação de hematoma.

As contusões expressam-se em diferentes graus de gravidade, todos relacionados à violência do trauma:



leves – quando não tiram do segmento afetado a capacidade de movimentação e provocam pouca dor, dispensando maiores cuidados e resolvendo-se em poucos dias;

graves – estão associadas ao maior comprometimento dos diversos tecidos atingidos, provocando incapacidade funcional, mesmo que temporária, e conseqüente interrupção do movimento.

Entorses

Pouco menos freqüentes que as contusões, as entorses ocorrem principalmente nas articulações dos membros inferiores.

São definidas como lesão de um ou mais ligamentos quando a articulação é movimentada em amplitude maior que a normal, porém, sem causar luxação ou fratura.

A articulação mais acometida por essa lesão traumática aguda é o tornozelo, seguido pelo joelho. As entorses acontecem em variados esportes, como futebol, basquete, tênis e voleibol, todos populares e muito praticados em nosso meio.

Sua ocorrência está relacionada ao tipo de superfície em que o esporte é praticado a à capacidade de gerar atrito com a interface entre ela e o praticante, ou seja, o calçado esportivo utilizado. Quanto mais irregular o piso e maior o atrito gerado, maior a solicitação dos ligamentos e a probabilidade de ocorrer uma entorse nas articulações dos membros inferiores. As superfícies recobertas por materiais sintéticos produzem maior atrito, havendo também naturais irregularidades pela má conservação geralmente dispensada.

Como as contusões, as torções também são classificadas e tratadas de acordo com o grau de gravidade identificado. No entanto, por serem uma lesão exclusiva de estrutura delicada como as articulações, inspiram cuidados maiores, mesmo nos graus mais leves: interromper o movimento e procurar ajuda médica para aplicação do correto tratamento pode ser a atitude certa para evitar que um tornozelo sadio torne-se instável e dolorido.

Um bom condicionamento físico, precedido de avaliação e prescrição de treinamento direcionadas ao esporte de escolha, pode representar a diferença entra a saúde e a doença para aqueles que praticam atividades física regular, esportiva ou não.

Sabemos que os acidentes acontecem. Nessa eventualidade, interrompa a atividade, imobilize, proteja a região atingida, retire a carga sobre a articulação afetada e procure seu médico de confiança. O uso de gelo no local traumatizado, de analgésicos e antiinflamatórios pode minimizar os efeitos e produzir conforto até que seja instituído o atendimento e o tratamento definitivo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

2º bimestre

Pessoal, esse bimestre estaremos bastante dedicados às nossas atividades práticas e de apresentação de aulas teóricas e vídeos...portanto não teremos atividades AVALIATIVAS, somente de complementação, ok?

As fotos e os vídeos estão também na página Digumes Picasa, é só acessar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO ADOLESCENTE

A taxa de crescimento na adolescência é a segunda maior durante a vida, sendo inferior apenas ao primeiro ano de idade. A maior velocidade de crescimento nesse período costuma ocorrer entre as meninas entre 12 e 13 anos, e aproximadamente 2 anos após nos meninos (entre 14 e 15 anos). Os requerimentos nutricionais são mais diretamente afetados pela taxa de crescimento do que pela idade cronológica, sendo maiores na fase entre os 11 e 14 anos de idade, durante o auge do crescimento, e diminuindo gradativamente conforme se chega aos 18 anos.

No sexo masculino, a massa muscular cresce de maneira desproporcional, resultando em maior porcentagem de massa magra, em comparação com o sexo feminino. As meninas apresentam uma maior porcentagem de gordura corporal em relação aos meninos.

O valor calórico das refeições de um adolescente deve ser distribuído da seguinte forma: 10 a 15% de proteínas (carnes), 30% de gorduras (de preferencia vegetal) e 55 a 60% de carboidratos (massas, pães, batatas e legumes).

Um rapaz ou uma menina que cresce rapidamente necessitará de 1 litro de leite ou equivalente por dia para satisfazer sua necessidade de cálcio (ajuda a formação dos ossos). O leite desnatado pode ser usado para diminuir a ingestão de gorduras, sobretudo nos casos de excesso de peso. O aumento do consumo de leite e derivados fornecerá também proteínas de alta qualidade, mas será necessário o consumo adicional de outras fontes de proteínas, como carnes, ovos e leguminosas.

Os rapazes e garotas têm grande necessidade de ferro (presente nas carnes, no feijão, na lentilha e nas hortaliças verde-escuras). Eles porque a formação muscular é acompanhada por um maior volume sangüíneo; e elas porque perderão sangue mensalmente desde o início da menstruação.

São aconselhados exames laboratoriais periódicos para se analisar estoques de ferro, lipídeos (gorduras), e verificar presença de doenças. O adolescente também deve ser avaliado constantemente pelo médico e nutricionista, que vão verificar seus dados clínicos, sua evolução de crescimento, suas porcentagens de gordura e massa magra, além de analisar sua ingestão alimentar habitual.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Carboidratos, proteínas e lipídos

O que são carboidratos?

O bloco básico de construção de todo carboidrato é uma molécula de açúcar, uma união simples de alguns átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Carboidratos são divididos em duas grandes categorias:

* Carboidratos simples são blocos únicos ou duplos, incluem a frutose (açúcar de frutas), dextrose ou glicose (açúcar de milho), sacarose (açúcar de cana ou açúcar caseiro) e a lactose (açúcar do leite).
* Carboidratos complexos são cadeias formadas pela união de milhares de blocos de carboidratos simples, incluem o amido (farinhas de trigo, polvilho) e as fibras.


O que são proteínas?

Conceito: Proteínas são moléculas formadas por imensas cadeias de aminoácidos. Existem 20 tipos de aminoácidos diferentes, sendo que o ser humano é capaz de produzir 10 tipos, os outros restantes devem ser obtidos a partir da dieta (chamados aminoácidos essenciais). Se a dieta não oferecer a quantidade suficiente de aminoácidos essenciais, o corpo entra em processo de degradação de proteínas.

Proteínas são encontradas em todo corpo, ou seja, em músculos, ossos, pele, cabelo e virtualmente qualquer órgão ou tecido.

As proteínas participam do funcionamento do corpo basicamente de duas formas:

* Como componentes estruturais: formando estruturas como ossos, músculo e pele.
* Como componentes funcionais: como enzimas que catalisam as reações químicas do organismo.


O que são gorduras?

Conceito: Gorduras são moléculas incapazes de se misturar com água. Gorduras são as formas mais eficientes de armazenamento de energia.
Tipos de gorduras

As gorduras são classificadas em tipos de acordo com sua composição química.

Triglicerídeos: são usados para armazenar energia nas células adiposas. Formados por uma molécula de glicerol condensada com 03 moléculas de ácidos graxos.

Ácidos graxos: são longas cadeias de carbono e hidrogênio que constituem os triglicerídeos. Classificados em:

* Ácidos graxos saturados: Possuem longas cadeias retas, pois as ligações entre os átomos são simples. Geralmente são sólidos a temperatura ambiente.
* Ácidos graxos monoinsaturados: Possuem longas cadeias com uma dobra, pois existe uma ligação dupla entre seus átomos. Geralmente líquidos a temperatura ambiente.
* Ácidos graxos poliinsaturados. Possuem longas cadeias com mais de uma dobra, pois existem duas ou mais ligações duplas entre seus átomos. Geralmente líquidos a temperatura ambiente.

Colesterol: tipo de gordura formada por cadeias cíclicas de carbono. Estão presentes principalmente na constituição das membranas celulares e possuem papel no metabolismo de hormônios esteróides.

Pirâmide alimentar


Pirâmide alimentar é a representação de uma alimentação saudável. Alimentos em sua base são as fontes primárias, ou seja, que devem estar presentes em maior quantidade, enquanto o topo é constituído por alimentos que devem ser moderados ou até mesmo evitados.

Esta pirâmide alimentar foi desenvolvida pelo Banco de Saúde a partir das mais recentes evidências médicas e científicas para uma dieta saudável. Piramide Alimentar

Para fazer o download da nova pirâmide alimentar em alta definição para impressão, clique aqui.
O que muda na nova Pirâmide Alimentar:

Na base da pirâmide está a prática de atividades físicas na forma exercícios, lazer, esportes e uma vida ativa. Nenhuma alimentação é totalmente efetiva na prevenção de doenças quando não está aliada a uma vida ativa.

As gorduras passaram a ter um papel de destaque na dieta, em especial as gorduras saudáveis mono e poliinsaturadas, encontradas em óleos vegetais, peixes, castanhas e nozes.

Os carboidratos continuam em destaque, mas é enfatizada a escolha de carboidratos integrais, em detrimento de suas versões refinadas.

Frutas e verduras são fontes diversificadas de fibras, sais minerais, vitaminas e outras fitosubstâncias com potencial de prevenção várias doenças.

A inclusão de castanhas, nozes, amêndoas e amendoins na alimentação é estimulada, pois são excelentes fontes de proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e sais minerais.

As proteínas constituem parte importante de uma dieta, mas mais uma vez, ressalta-se a escolha de fontes de protéinas saudáveis, ou seja, aquelas que estejam associadas a gorduras saudáveis ou menor quantidade de gorduras saturadas. Neste caso, os melhores exemplos são os peixes.

O consumo de leite e derivados deve ser moderado, principalmente pela gordura saturada que vem junto com estes alimentos.

Ao final, encontram-se os grandes vilões, que devem ser consumidos com cautela ou mesmo evitados:

* Alimentos ricos em gorduras trans: Alimentos industrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada, incluindo diversas margarinas, bolachas, bombons, pães, sorvetes. Observar os ingredientes, agora é essencial para fazer escolhas saudáveis.
* Alimentos ricos em gorduras saturadas: Carnes vermelhas são os grandes representantes desta classe, mas aqui também estão incluídos a manteiga, o leite e seus derivados.
* Alimentos ricos em carboidratos refinados: Açúcar, massas e pães feitos com farinha branca, ou seja, refinada e destituída de todas as suas fibras e vitaminas originais.

Por fim, é importante saber que a pirâmide alimentar server como um guia para orientar as escolhas do dia a dia, e que a melhor maneira de buscar uma dieta saudável é incluir alimentos saborosos que realmente façam diferença para a saúde.
Pirâmide alimentar: referências bibliográficas

A nova pirâmide alimentar e sua representação foram criadas pelo editorial médico do Banco de Saúde, utilizando fontes nacionais e internacionais de confiança, dentre elas:

1. Micronutrient Information Center. Linus Pauling Institute. Revisado em novembro de 2007. Fonte de informações científicas e atualizadas da Universidade de Oregon (EUA).
2. Department of Nutrition at Harvard School of Public Health. The Nutrition Source Website. Revisado em maio de 2008. Centro de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CONCEITOS DIVERSOS SOBRE ALIMENTAÇÃO

LEIAM O TEXTO ABAIXO, COMENTAREMOS EM SALA DE AULA. aNOTEM PONTOS UINTERESSNTES A SEREM DISCUTIDOS E SUAS DÚVIDAS, OK?



HÁ UMA VERDADE POR TRÁS DAS DIETAS?

(autor: José Carlos Brasil Peixoto, médico)



Embora uma revista semanal tenha feita uma longa matéria dedicando-se a mostrar que aquilo que todo mundo acredita é, realmente, a verdade sobre as dietas, apesar de novas informações – por sinal, de boa procedência - em contrário, parece mais razoável admitir que a colocação do artigo definido no singular para “as dietas” é uma mutilação cognitiva. Se há uma verdade sobre as dietas, a única possível de ser dita sem temor de errar, é que são todas fraudulentas.

A fraude começa pelo fato de que o início de uma dieta é geralmente feito a partir de uma premissa do tipo: “estou acima do meu peso, logo preciso comer menos!” É uma fraude colocar na alimentação a causa do aumento de peso ou do eventual surgimento de enfermidades. Ë como culpar o petróleo pela poluição ou os automóveis pelos engarrafamentos. É no mínimo um sofisma, um encurtamento do entendimento das perspectivas dessas situações. Não são feitas perguntas realmente mais apropriadas como: “porque estou comendo mais do que preciso?”, ou “estarei gastando minhas energias de forma saudável?” A obesidade, ou a diabetes, ou a hipertensão e outras doenças do coração, ou tantas outras, podem ser pioradas pela alimentação, ou podem ter muito pouco a ver com o que comemos, pois geralmente têm suas origens em processos humanos mais sutis, mais desafiadores para os olhos mecânicos da medicina moderna. Tais processos envolvem vários aspectos do sofrimento humano, do seu afastamento de tradições milenares, da submissão a um estilo de vida ocidental compulsório, da negligência com cuidados afetivos, espirituais e de uma relação de dominação com os recursos ambientais, o que, na soma, acaba gerando alterações metabólicas e endócrinas, típicas da dificuldade adaptativa do “axis do estresse (1)” dentro do organismo animal dos seres humanos.

As dietas e uma escolha

Do ponto de vista antropológico, podemos entender a necessidade de se iniciar uma dieta como um dos mais malignos sintomas de nossa perversa relação como meio ambiente. Só faz dieta quem pode escolher. Em populações originais, que mantém uma relação melhor com o meio ambiente, há pouco o que escolher. E isso não significa qualquer prejuízo na qualidade alimentar ou nas conseqüências sobre a saúde. Talvez fosse melhor até dizer: não há porque escolher! Sim, uma população que mantém uma relação de equilíbrio como seu meio ambiente, come o que ele lhe permite comer! Os povos coletor-caçadores são o melhor exemplo disso. É altamente improvável que um índio amazônico, ou um inuit da Groenlândia, ao tomar nas mãos um alimento, fique a se perguntar coisas tolas dos povos civilizados como: “Será que aqui tem boa quantidade de zinco?” “Será que vai faltar selênio na minha dieta?” “Será que faltam anti-oxidantes na minha alimentação?” Povos altamente integrados com a natureza, capazes de suportar as mais extremas condições de vida fazem poucas perguntas sobre tais temas, pois levam consigo uma experiência com seus alimentos que atravessou gerações. Para o povo das cidades, civilizados, o passado foi apagado pela precisão do marketing sobre a inteligência, ou ingenuidade coletiva: os alimentos agora são medicamentos, portanto precisam de absoluto cuidado no que escolher.

Alimentos tremendamente alterados, travestidos pela indústria alimentar, são alternativas seguras, abalizadas pelos profissionais, que essa mesma sociedade de consumo formou, com a generosa certeza: nossos formandos universitários jamais vão trair a ciência do consumo, como fizeram tristes cientistas “traidores” do passado, como Copérnico e Galileu, que deixaram a sociedade, e o poder de seu tempo, fragilizado com suas ousadias subversivas. Hoje em dia, a mesmisse do pensamento de médicos, nutricionistas e da mídia em geral é mais eficiente no sentido de evitar que pensamentos ousados demais possam trazer prejuízo para as indústrias de alimentos e medicamentos.

Dieta surpreendente, entendimentos convencionais



Às vezes, as forças convencionais são tão abnegadas em defender um credo científico, que buscam respostas esdrúxulas para equacionar situações inesperadas, mas que podem falhar. Nos anos 60 um pesquisador, George Mann, da Universidade de Vanderbilt (Nashville) montou um laboratório móvel no Quênia, para investigar o povo africano das tribos Masai. A idéia original era provar a idéia de que alimentos ricos em gordura, de origem animal, originavam problemas de colesterol, obesidade e doença do coração, fábula que a maioria das pessoas (incluindo profissionais da saúde) acredita piamente nos dias de hoje. Essas tribos alimentam-se exclusivamente de carne, sangue e leite. Particularmente, o homem masai chega a ingerir meio galão (cerca de 2 litros) de leite, equivalendo a cerca de 230 gramas de nata, por dia! (Outra tribo Queniana, os Sumbarus ingerem o dobro). Além de ingerir quase 2 kg de carne ao dia. Nos dias de festas passam de 4,5 kg num dia! Os pastores quenianos criam um tipo de gado particularmente generoso na oferta de lipídios. A equipe de pesquisa estava eufórica em documentar com exames aquilo que lhes parecia óbvio: muitos indicadores de má saúde - alto colesterol, cardiopatia e obesidade.



Infelizmente, para a surpresa dos americanos, as taxas de colesterol da população pesquisada eram muito baixas! Quase 50% da média americana. Esses quenianos têm boa saúde cardíaca, e não têm excesso de peso. Não podemos esquecer que os quenianos têm os melhores atletas de corridas do mundo. Um outro pesquisador americano, dr. Bruce Taylor (Chicago) tentou explicar isso afirmando que esse povo estava muito bem adaptado à sua dieta. A genética, sempre parceira das boas explicações, na falta de outras melhores, deveria ser a causa desse fenômeno. Logo, essas boas taxas de colesterol melhorariam, ainda mais, em um local com menos oferta de gordura alimentar. Mas os descendentes desses povos que habitam a capital, Nairoibi, traíram de novo os cientistas: num local mais civilizado e estressante as taxas eram piores que dos habitantes campesinos, onde as tradições milenares permaneciam mais intactas. A genética não foi a esperada boa parceira, aliás, raramente é.

A história da indústria das dietas

Do rei obeso ao diabetes

Há relatos antigos a respeito de dietas. Em 1087 é relatada a indignação de William, o conquistador, (que foi rei da Inglaterra, após a batalha de Hastings), com o fato de não poder montar cavalos pelo seu peso excessivo. Sua estratégia foi ingerir líquidos, na verdade etílicos, para perder peso. Deve ter tido algum resultado, visto que morreu num acidente de montaria.

Mas, sem dúvida, a dieta se transformou em algo popular no século XX. Três situações foram, majoritariamente, as popularizadoras das dietas: um melhor entendimento do diabetes, as pesquisas populacionais, como a de Framingham, e a moda.

Antes de qualquer coisa, não podemos esquecer que a palavra dieta diz respeito a um hábito alimentar. Do ponto de visto coloquial, a palavra ficou associada a uma prescrição médica. Uma dieta visa artificializar a postura de um indivíduo aos alimentos que costuma consumir: dieta hipo-calórica (com baixa caloria), dieta hipo-natrêmica (pouco sal), dieta hiper-calórica (quase um paradoxo para o comum das pessoas, mas há quem precise ganhar peso), dieta hipo-protêica (pouca proteína) etc. Ou seja: a expressão “dieta” ganhou um status de receituário terapêutico - mude a alimentação em função de alguma preocupação com a saúde, embora muitas vezes essa alteração seja fruto de futilidades estéticas ou proibições filosófico-religiosas, o que pode, ao invés de gerar saúde, gerar mais enfermidade.

Infelizmente isso começou a colocar nas pessoas idéias errôneas sobre as causas das doenças. Desafortunadamente há gente que culpe as proteínas pelo surgimento da “gota” (doença artrítica) ou o sal pela hipertensão arterial sistêmica. São doenças de sofisticadas causas metabólicas, mas dificilmente originadas pela alimentação!

A diabetes é uma doença interessante. Parece ser conhecida desde tempos pré-cristãos. Mas foi em função da guerra franco prussiana, por volta de 1870, que ficou associada pela primeira vez que uma dieta poderia beneficiar pacientes com diabetes. O médico francês, dr. Bouchardat, percebeu o desaparecimento da urina doce (glicosúria) nas pessoas diabéticas que se submeteram ao racionamento alimentar de Paris durante o período de guerra. Somente em 1940 que essa doença foi relacionada a uma série de problemas crônicos de saúde (doenças renais e problemas oculares). A insulina foi descoberta em 1921, e isso rendeu um prêmio Nobel aos seus pesquisadores em 1923. Mas somente há pouco tempo a diabetes mais comum, tipo II, do adulto, grave problema de saúde pública em países como os Estados Unidos, ficou mais bem compreendida.

Esse tipo de enfermidade não é causado pela falta de insulina, mas por uma falta de resposta das células à esse hormônio. Essa situação é denominada de “resistência à insulina”. Tal fato ocorre pelo excesso de exposição celular à insulina, tendo em vista uma continua entrada de carboidratos de baixa qualidade pela alimentação. Isso tem a ver com alterações estimuladas por órgão oficiais de saúde que criaram a clássica pirâmide alimentar, onde se sugere que a base nutricional das pessoas deva ser constituída por produtos derivados de cereais, farináceos, massas etc. Associado à transição para o emprego de lipídeos de origem vegetal, de performance daninha ao organismo, combinado com alimentos processados substitutos de toda a sorte, temos os ingredientes comestíveis do diabetes, todos fornecidos pela indústria alimentar. (Alimentos “in natura” dificilmente fazem parte dessa problemática). Os outros ingredientes são o estresse, a vida sedentária, a obesidade, a falta de sono, e o sofrimento em geral das populações urbanas.

Os estudos populacionais e as estatísticas que interessam

Vista por muitos como a pedra preciosa das políticas de intervenção na alimentação das pessoas, as pesquisas populacionais, que incluem a investigação de hábitos alimentares e enfermidades, ganharam notoriedade com a famosa Pesquisa dos Setes Países, a pesquisa com os habitantes de Framingham, (Massachussets) e o MRFIT, entre outras.

Um dos idealizadores foi o dr. Ancel Keys, pai do sofisma do colesterol. Ele publicou em 1953 um gráfico que relacionava seis países em dois quesitos: percentual de calorias provenientes de gordura e doença cardíaca (mortes por doença coronariana). Esse estudo foi publicado um ano mais tarde no jornal inglês “The lancet” e ganhou notoriedade mundial. Como normalmente as bases de dados não são revisadas pelas pessoas que se impressionam com os números das estatísticas, é importante que sejam feitas algumas “insolentes” perguntas a respeito desse trabalho.

Um dos aspectos mais intrigantes do gráfico apresentado pelo dr. Keys, é o seu próprio desenho. Trata-se de uma reta, quase perfeita, que se continuada em direção à intersecção dos eixos “x” e “y” poderia levar um ingênuo leitor a um impressionante resultado: quem consome zero quantia de gordura tem zero chance de ter doença cardíaca. A bem da verdade, nem o mais crédulo dos “dietocratas” conseguiria acreditar nessa burla. Retas gráficas desse tipo são próprias das ciências exatas, mas improváveis em estudos biológicos.

Um aspecto pouco lisonjeiro do âmago dessa pesquisa diz respeito aos elementos que configuram o estudo. O mais inquietante é saber que, na época da tabulação dos dados, o dr Keys poderia ter usado, com a mesma fidedignidade pelo menos 22 países. Para entendermos melhor, a pesquisa envolve as seguintes nações: EUA, Austrália, Japão, Itália, Canadá e Grã-Bretanha. Mas se colocados nesse mesmo gráfico, mais os 16 países em que tais dados estavam bem documentados - Finlândia, França, Áustria, Grécia, Ceilão, México, Chile, Dinamarca, Portugal, Suíça, Nova Zelândia, Holanda, Alemanha Ocidental, Irlanda, Israel e Suécia - a figura perderia seu principal significado, porque num mesmo gráfico, a reta se dissolve! Desaparece a relação direta entre o consumo de gordura e a doença do coração, e resultados antipáticos resplandecem na singela verdade que a mãe natureza oferece: não parece haver relação direta entre gordura ingerida e doença coronária, e para a tristeza dos partidários da “dieta cardíaca”: há países em que se consome mais gordura e se tem menos doença do coração. Nada pior que a frieza dos fatos para desalentar tão “honestos cientistas”. É bem verdade que a pesquisa tem outras graves fragilidades. A qualidade de informação das causas de mortes por atestados de óbitos e a exatidão do item “calorias provenientes de gorduras” poderiam ser bastante questionados.

Assim, a primeira incriminação do consumo de gordura na geração de cardiopatias, envolve tantos erros de premissas que não pode ter sua validade celebrada nos dias de hoje, passados mais de meio século de sua publicação. Não é possível que médicos cuidadosos exaltem suas qualidades. Mas podemos ressaltar uma triste conseqüência, o terrível empobrecimento da compreensão das doenças cardíacas, e o surgimento de uma faixa por demais estreita da ação terapêutica sobre esse tipo de enfermidade. Fato que não trouxe qualquer prejuízo para as indústrias alimentar, das dietas e farmacêutica.

O dr Keys quis refinar suas impressões e chefia o chamado “Estudo dos Sete Países”. Nessa pesquisa dezesseis populações locais da Holanda, Iugoslávia, EUA, Finlândia, Grécia, Itália e Japão foram submetidas à investigação de todo e qualquer fator que pudesse demonstrar relação com doenças do coração. Dessa vez houve uma incriminação, não mais do total de gorduras ingeridas, mas somente das gorduras de origem animal. Entretanto, dentro de um mesmo país, houve grandes discrepâncias entre as localidades comparadas, ou seja, em uma única nação não se consegue fazer uma relação direta entre o tipo de dieta e as taxas de mortalidade cardíaca. Ao se divulgar os resultados, se os valores estatísticos dessem suporte à idéia que se procurava provar, tais resultados foram efetivamente divulgados e celebrados. Se os resultados não fossem úteis para provar o que a pesquisa precisava demonstrar eles são omitidos ou sumarizados como “achados anormais”, irrelevantes ou que poderão ser explicados no futuro (ou nunca mais!)

Outras pesquisas populacionais como a de Framingham ou a pesquisa MRFIT utilizam essa tradicional estratégia estatística da publicação de números que exaltam o que quer ser provado e escondem os números que não precisam ser conhecidos.

No primeiro caso, a divulgação dos dados, após trinta anos de acompanhamento, expõe as taxas de mortalidade em geral e as taxas de colesterol. Por incrível que pareça, nesse estudo não é sublinhado as reais taxas de mortalidade por enfermidade cardíaca! E ainda mais interessante: em mortes após os 47 anos não faz diferença a taxa de colesterol. Pessoas com colesterol alto ou baixo morrem em iguais proporções. Outro aspecto importante, esse estudo é somente com homens.

(Obs.: sobre a pesquisa MRFIT veja o artigo “A mágica das estatísticas” nesse mesmo site.)

Com a aparente inutilidade, ou até mesmo pela temeridade que representa, o emprego de medicamentos que reduzem taxas de colesterol – como as idolatradas estatinas (2) – é mais um dos apelos da mídia terapêutica que carecem de compassividade genuína e respeito pelo ser humano. Num simpósio de 2000 foi declarado que possivelmente a metade da população americana deverá utilizar medicamentos que reduzam as taxas de colesterol. Pior que os riscos que isso possa trazer, visto que as estatinas podem estar ligadas ao derrame cerebral, aumento do risco de suicídio, comportamento violento, e outros prejuízos ao sistema nervoso central, e vários outros efeitos nocivos à saúde, ainda pior que isso, é o fato de que a própria preocupação em reduzir as taxas de colesterol parece ser absolutamente desnecessária e potencialmente iatrogênica (enfermidades originadas por uma ação terapêutica).

A dieta e a moda

Apesar de parecer algo absolutamente natural, plenamente razoável, as dietas para emagrecer foram se popularizando nos EUA a partir dos anos 1950. Um fator fundamental para isso foi a mudança nos padrões de estética que foram se consolidando a partir dessa época. Nos anos e séculos anteriores a magreza estava longe de ser um sinal de boa saúde, beleza ou prosperidade. Se houvesse dieta recomendada por médicos, estas teriam o objetivo de ganhar peso, nunca de perder!

Nos anos 1920 surge a moda “flapper” – na realidade um estilo de vida, que expõe moças com saias mais curtas, novos cortes de cabelo e com novas maquiagens, elas ouvem jazz e abandonam condutas tidas como corretas – o que introduz modelos femininas mais magras como uma nova estética de vigor e jovialidade. Já nos 60 surge a modelo Twiggy, magra, ombros quadrados, pequeno busto e silhueta extremamente esguia. Esse modelo se repetirá anos mais tarde com outras modelos como Kate Moss.




Para alcançar pesos tão encolhidos as mulheres fariam de tudo, até mesmo ingerirem vermes como a tênia solitária! Na medida em que as mulheres eram liberadas de seus empregos voltados para a segunda guerra mundial dos anos 50, a mídia de massa coloca seu foco num emergente mercado de profícuo futuro: a moda da magreza. Isso gerou milhares de publicações que se proporiam a oferecer estratégias de perda de peso. Em 2002 o catálogo literário listava 1412 títulos sobre dietas e 483 títulos sobre distúrbios alimentares.

O foco original nada tinha a ver com a saúde. A obsessão levaria à introdução de psicotrópicos, como as anfetaminas, como receituário banalizado. A sociedade em seguida vê a disseminação de enfermidades do tipo bulemia e anorexia nervosa acometendo principalmente adolescentes. Em 1990 a indústria da perda de peso envolve cifras astronômicas como 50 bilhões de dólares.

Em janeiro de 1960 surgem os primeiros grupos de auto-ajuda, tipo “alcoólicos anônimos”, os “Vigilantes do Peso”, para que pessoas ofereçam-se suporte mútuo para o controle de peso (Califórnia).

Embora não existam dúvidas de que o sobrepeso é um aspecto extremamente comprometedor da saúde, é a estética o mais eficiente estímulo ao consumo de dietas. Com essa finalidade, um estado saudável acaba não sendo o resultado prático das mesmas.


A obesidade e um novo personagem

A fisiopatologia da obesidade é um dos maiores desafios da atualidade. Como todo o seu processo não está bem compreendido é muito árduo se estabelecer as mais eficientes formas de controle. Provavelmente qualquer estratégia passa pelo que convencionamos chamar de reeducação alimentar. Mas ela não um alvo fácil de ser mantido pela maioria das pessoas. Seja pela aparente lentidão de seus resultados, seja porque ela pode deixar o paciente exposto ao seu universo de dramas psicológicos sem boas alternativas, ou porque essa reeducação alimentar não funciona sozinha, sem outras “reeducações”.


Um dos possíveis objetivos de uma boa terapêutica não poderá se furtar de buscar a restauração do bom funcionamento de um hormônio conhecido há pouco tempo. Na opinião de estudiosos de vanguarda, como R. Rosadale, a obesidade passa por uma situação similar à resistência à insulina do diabete do adulto. A leptina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo. Foi descoberto em 1994 por Jeffrey Friedmann quando estudava modelos de obesidade em ratos.

Sua liberação trabalha em locais específicos do cérebro e participa de forma primordial na sensação de saciedade bioquímica, que é a mais eficiente no controle do apetite. No entanto não é por falta de leptina que ficamos obesos. A leptina já foi tentada como terapêutica para a obesidade, mas não houve grande resposta. Simplesmente porque não há falta desse hormônio. O problema está na aparente resistência dos órgãos alvos em responder de forma apropriada a ele. A resistência à leptina pode ter como principal causa o excesso de ingestão de açúcares e carboidratos na alimentação cotidiana. A base da tradicional pirâmide alimentar (pães, massas, cereais etc.) pode ser o maior estímulo para a perda da aptidão fisiológica da leptina, e por conseqüência, para a obesidade.


Um fato que naturalmente nunca pode ser perdido de vista é que o aumento impressionante nas taxas de indivíduos, de todas as faixas etárias, com sobrepeso tem uma relação siamesa com o ufanístico progresso das sociedades urbanas! Ë bem provável, mesmo não gostando de admitir, que ambas as situações podem ter intensas relações de causa e efeito.

As dietas, a salvação ou a loucura total

Uma pesquisa divulgada em outubro de 2005 aponta para números impressionantes sobre obesidade: nos EUA, cerca de 90% dos homens e 70% das mulheres terão excesso de peso. Por incrível que pareça, as reais causas dessa pandemia nunca foram realmente combatidas.

Até o século XVIII não havia consumo de alimentos processados. Não havia preocupações específicas com os tipos de alimentos que deveriam ser evitados ou estimulados para consumo. O escorbuto da idade média não foi facilmente identificado como uma doença ligada a carências nutritivas, visto que os marinheiros não adoeciam da mesma forma e no mesmo tempo sob aparentes idênticas condições. Marinheiros excepcionais e mais antigos como os vikings, que usavam chucrute em conserva não conheceram o drama do escorbuto. A pelagra, doença causada pela falta de vitamina B foi uma das primeiras que estabeleceu uma relação entre a qualidade alimentar e a saúde. A rigor foi o processamento do arroz, que retirava a parte mais nobre desse alimento que introduziu essa moléstia. A indústria alimentar já demonstraria sua mais eficiente ação sobre as pessoas. Mesmo assim, a maioria dos consumidores ingere arroz polido nos “sabidos” tempos modernos.

As causas da obesidade envolvem fatores bem conhecidos. A falta de atividade física é promovida pelo estilo de vida dos sítios urbanos. Não é um mero fato do ocaso. Foi uma opção, foi uma escolha de vida! As pessoas saem do meio rural marginalizado pela mídia do conforto extremo e infinito! No fundo se propõe uma situação meio absurda! Não faça quaisquer esforços. Use controle remoto, vidro elétrico, direção hidráulica, elevadores, escadas rolantes, câmbio automático, tele entregas, carro para qualquer distância, máquinas para tudo que for necessário ser feito! A mídia do super-consumo é clara: reserve toda a sua energia para... ficar sentado vendo TV ou na frente de um computador.

Ao mesmo tempo as pessoas estão constantemente ocupadas com obrigações burocráticas, financeiras, estratégicas, competitivas, logísticas, formação intelectual etc. Existe um fenomenal estímulo à ansiedade, a solidão, ao afastamento humano, ao pouco carinho, ao medo, à insegurança, à desconfiança, à falta de amor e ao belicismo em geral. A compensação mais fácil é obtida pela boca.

Além disso há uma profunda mudança nos próprios produtos alimentares. Passam a ser produtos processados, embalados, modificados no sabor, textura, cor e odor. A finalidade é uma só: serem mais atrativos. Os alimentos ganham o status de produto de consumo, e caem na terrível e única lei de consumo. Bons produtos vendem bastante, mesmo para consumidores que nem precisariam comprá-los. Além disso, algumas porções ganham versões extragrandes. Os resultados de pesquisas médicas, como as citadas anteriormente, patrocinam a utilização de substitutos às gorduras naturais, como a gordura vegetal hidrogenada, as gorduras “trans”, a produção de alimentos com quantias absurdas de ácidos graxos perigosos como o ômega-6, e a utilização de óleos vegetais para feitura de frituras, óleos que se oxidam no calor e inundam o organismo com radicais livres francamente patogênicos.

Ninguém toma água. A maioria dos adolescentes toma refrigerantes carbonatados e cheios de açúcar ou adoçantes. As águas são aditivadas com flúor, mesmo que o consumidor descubra seus perigos e que desejasse mais não consumir esse mineral.

Mesmo com as taxas sempre crescentes de doenças cardíacas e do diabetes, continua a substituição de gordura animal e saturada, por óleos vegetais poliinsaturados. Os olhos das pessoas perderam definitivamente a capacidade de enxergar a realidade.

O emprego de complementos minerais se tornou popular. Isso é justificado por argumentos bizarros do tipo: nossos solos perderam nutrientes. É estranho que se esqueça que se há perda de nutrientes ela foi promovida pela irresponsável ação da indústria dos fertilizantes e agro-tóxicos (as mesmas que produzem medicamentos).

Se for verdade que já existam laranjas sem um miligrama de vitamina C, a culpa não é da natureza. É do homem e a da sociedade de consumo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boas vindas!


Olá, queridos alunos!!!!
Sejam bem vindos ao ano letivo de 2001!!!
Nossa forma de trabalho vai se modificar um pouco. Iremos trabalhar a maior parte do tempo pela internet.
Então, como não admito postagens nos blogs, o e-mail para qualquer resposta é cemjkef@live.com, ok?
Durante o ano, alguns trabalhos serão manuscritos, fiquem atentos!!!
Um beijão a todos e que este ano seja repleto de aprendizado!!
Profª.Dione


1ª tarefa CADASTRO
Mandar um email com nome completo, nº e turma no campo assunto e no corpo do email, endereço e telefone, além de uma pequena redação(5 linhas no máximo)com a sua opinião sobre a educação física praticada em ambiente escolar.

2ª TAREFA
TORNAR-SE SEGUIDOR DO BLOG DE SUA SÉRIE.
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EXECUTAR até dia 17/02 5ª feira.